Os dois melhores chegaram à final do Catarinense 2018

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Figueirense e Chapecoense são realmente os times que tiveram melhores desempenhos durante a competição. Os dois perderam apenas uma partida e vêm liderando a competição desde o início. E mais: não foram muito exigidos pelas outras equipes. Tanto é que a Chapecoense confirmou a vaga na rodada passada e o Figueirense, neste domingo.

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Duas rodadas antes do final, o estadual já conhece seus finalistas. Um pouco também pela fórmula do campeonato, que é ruim e tira muita da emoção que um campeonato como este pode ter. Até mesmo a decisão em partida única é ruim. Mas os méritos são dos dois que chegaram e chegaram com folgas.

Um Figueirense lento

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Até o minuto 42 do segundo tempo parecia mesmo que nada iria acontecer de especial entre Figueirense e Hercílio Luz. Poucos lances, pouca inspiração e um jogo lento, que irritava a torcida e se encaminhava para o um 0 x 0 bastante sofrido de acompanhar.

Até que veio o gol de Gustavo Ferrareis, na jogada do peruano Cedrón, pela esquerda. Era o gol que garantia a classificação para a final do Catarinense, mas mesmo assim teve pouco impacto no ânimo do torcedor, que já estava irritado com a atuação sonolenta da equipe.

A verdade é que o time mudou bastante sua característica de bom trabalho de bola. Como escrevi neste domingo, as ausências de Betinho e João Paulo mudam drasticamente o jeito do Furacão jogar. Falta trabalho de bola e o time fica dependente de uma jogada individual de alguém pelo lado do campo.

A irritação da torcida se justifica. O Figueirense jogou mal um jogo que era pra vencer bem. E um jogo que era pra celebrar vaga na decisão acabou sendo uma partida de conflitos entre time e torcida, o que exigiu do técnico Milton Cruz um pedido de paciência na coletiva pós-jogo.

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Rivalidade

Quando foi perguntado pelo colega Kadu Reis sobre ainda buscar jogar a decisão em casa, o técnico Milton Cruz, após o jogo contra o Hercílio, disse que o Figueirense vai trabalhar para recuperar jogadores. Em nenhum momento admitiu lutar por esta possibilidade.

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Segundo o mesmo Kadu, repórter que cobre o Figueirense para a CBN Diário, no clube todos já trabalham com a realidade da final em Chapecó. Matematicamente ainda é possível. O Figueirense tem que vencer a Chapecoense e o Concórdia e a Chapecoense não pode vencer o Avaí na rodada final.

É justamente neste ponto que entra a questão da rivalidade e deve ser por isso que o Figueirense não trabalha mais com a hipótese de trazer a final para o Scarpelli. Imagine o Figueirense depender ou esperar o Avaí segurar a Chapecoense na última rodada pra poder jogar a decisão em casa.

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Um Avaí que está, a partir de agora, com interesse zero no estadual e com toda preparação voltada para o mata-mata diante do Goiás, na Copa do Brasil. A final será mesmo em Chapecó.

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