A cobrança da torcida, da imprensa e do presidente Battistotti atrapalha o Avaí neste momento. O time está perdendo aquilo que tinha como grande força, o poder defensivo, ainda mais sem ter um ataque que realmente decida jogos, sem ter um meio de campo estruturado e que faça o time jogar. O que acontece é que o Avaí está ficando no meio do caminho na tentativa de ser um time com posse de bola e que propõe o jogo. Não está funcionando. E a defesa passa a sofrer por desorganização da equipe. Então, o mais indicado agora é dar o passo atrás e voltar a ter a organização defensiva que caracterizou o time nos últimos anos. Partindo da organização da defesa para depois apostar em saída para o ataque, o Avaí pode voltar a ter resultados.
É preciso contratar
O Avaí tem que reforçar. Está claro. Um goleiro – já escrevi algumas vezes –, um meia dinâmico, que faça o jogo fluir e jogue de uma área a outra, e no mínimo dois atacantes. Dois destes a diretoria contratou, mas não vão ficar à disposição tão cedo. O goleiro Rubinho e o atacante paraguaio Beltrán chegaram, mas não são reforços imediatos. Aliás, nenhum dos dois tem ainda um prazo para estreia. Então as carências estão aí, expostas. O Avaí não tem sequer boas opções de banco. Então é hora da diretoria respaldar o trabalho, sob risco de todo o projeto da temporada ficar comprometido agora neste início.
Sandro Meia Ricci pede dispensa e fica fora
Ainda não vai ser desta vez que o árbitro mais importante do Brasil vai trabalhar no Catarinense 2018. Alinhado para apitar Criciúma x Avaí no final de semana, Sandro Meira Ricci pediu dispensa na manhã de ontem por conta de um compromisso em Brasília. Logo depois segue para treinamento da Fifa no Catar, e fica fora até o dia 12 deste mês. Para o seu lugar, a comissão de arbitragem arriscou pesado com Diego Cidral, um dos novatos.
Está certo que é preciso colocar os novos árbitros neste início de Catarinense, mas o risco aumentou devido à condição de Criciúma e Avaí na tabela de classificação. Jogo de risco total e grande prova de fogo para o jovem. Para Figueirense x Joinville, a experiência de Héber Roberto Lopes – o que é mais seguro.
Mudanças que têm prazo
Está funcionando, mas tem hora pra acabar. Ou pelo menos tem que ter. Falo das mudanças promovidas pelo técnico Milton Cruz na equipe. Na quarta-feira foram cinco jogadores de linha – ou seja, metade do time. Contra o Brusque, na outra quarta, foram 10 mudanças. É verdade que é preciso administrar jogadores, que ficaram longe de fazer uma pré-temporada ideal.
Ao mesmo tempo, acredito que Cruz ainda esteja procurando melhores opções para sua equipe. Mas também acredito que isto tenha um prazo e momento. O prazo pode ser o final dos jogos de ida do Catarinense. Com nove partidas do Estadual e mais Copa do Brasil, dá pra achar um time base e o melhor encaixe e rendimento entre as escolhas deste time. Outra questão é qual jogo tem pela frente. Quando for enfrentar a Chapecoense, na oitava rodada, o time que entrar vai ser o base, e sem testes. Podem ter certeza!