Rodrigo Faraco: Claudinei tem que fechar a casinha e Avaí precisa contratar

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A cobrança da torcida, da imprensa e do presidente Battistotti atrapalha o Avaí neste momento. O time está perdendo aquilo que tinha como grande força, o poder defensivo, ainda mais sem ter um ataque que realmente decida jogos, sem ter um meio de campo estruturado e que faça o time jogar. O que acontece é que o Avaí está ficando no meio do caminho na tentativa de ser um time com posse de bola e que propõe o jogo. Não está funcionando. E a defesa passa a sofrer por desorganização da equipe. Então, o mais indicado agora é dar o passo atrás e voltar a ter a organização defensiva que caracterizou o time nos últimos anos. Partindo da organização da defesa para depois apostar em saída para o ataque, o Avaí pode voltar a ter resultados.

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É preciso contratar
O Avaí tem que reforçar. Está claro. Um goleiro – já escrevi algumas vezes –, um meia dinâmico, que faça o jogo fluir e jogue de uma área a outra, e no mínimo dois atacantes. Dois destes a diretoria contratou, mas não vão ficar à disposição tão cedo. O goleiro Rubinho e o atacante paraguaio Beltrán chegaram, mas não são reforços imediatos. Aliás, nenhum dos dois tem ainda um prazo para estreia. Então as carências estão aí, expostas. O Avaí não tem sequer boas opções de banco. Então é hora da diretoria respaldar o trabalho, sob risco de todo o projeto da temporada ficar comprometido agora neste início.
 

Sandro Meia Ricci pede dispensa e fica fora
Ainda não vai ser desta vez que o árbitro mais importante do Brasil vai trabalhar no Catarinense 2018. Alinhado para apitar Criciúma x Avaí no final de semana, Sandro Meira Ricci pediu dispensa na manhã de ontem por conta de um compromisso em Brasília. Logo depois segue para treinamento da Fifa no Catar, e fica fora até o dia 12 deste mês. Para o seu lugar, a comissão de arbitragem arriscou pesado com Diego Cidral, um dos novatos. 
Está certo que é preciso colocar os novos árbitros neste início de Catarinense, mas o risco aumentou devido à condição de Criciúma e Avaí na tabela de classificação. Jogo de risco total e grande prova de fogo para o jovem. Para Figueirense x Joinville, a experiência de Héber Roberto Lopes – o que é mais seguro.

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Mudanças que têm prazo
Está funcionando, mas tem hora pra acabar. Ou pelo menos tem que ter. Falo das mudanças promovidas pelo técnico Milton Cruz na equipe. Na quarta-feira foram cinco jogadores de linha – ou seja, metade do time. Contra o Brusque, na outra quarta, foram 10 mudanças. É verdade que é preciso administrar jogadores, que ficaram longe de fazer uma pré-temporada ideal. 

Ao mesmo tempo, acredito que Cruz ainda esteja procurando melhores opções para sua equipe. Mas também acredito que isto tenha um prazo e momento. O prazo pode ser o final dos jogos de ida do Catarinense. Com nove partidas do Estadual e mais Copa do Brasil, dá pra achar um time base e o melhor encaixe e rendimento entre as escolhas deste time. Outra questão é qual jogo tem pela frente. Quando for enfrentar a Chapecoense, na oitava rodada, o time que entrar vai ser o base, e sem testes. Podem ter certeza!

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