Vinicius Lummertz, presidente da Embratur, reuniu-se com o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, em Brasília. Foi informado que no ano passado havia apenas 12 homens trabalhando em Dioniso Cerqueira (na fronteira com a Argentina) em dois turnos. Este ano são 45 agentes divididos em três turnos. Segovia disse que a espera foi reduzida, mas que a diferença será realmente percebida na próxima temporada, com a implantação da chamada “pré-imigração eletrônica”. O projeto, segundo o chefe da PF, está pronto e pode ser liberados recursos num curto prazo.
TRANCA RUA
A anunciada transferência da Base Aérea de Florianópolis para o vizinho Rio Grande do Sul sugere uma questão: será que aquela importante alternativa viária para o sul da Ilha servirá também aos pobres mortais que sofrem com as intermináveis filas na SC-405? Na última semana, por causa das enchentes na rodovia estadual, houve o estabelecimento de janelas para circulação por ali, mas algo muito pontual. Pela lógica, porém, agora que deixará de ser área de segurança nacional não há justificativa para restringir o trânsito naquele trecho, historicamente acessível apenas aos militares e aos detentores de carteirinhas por eles distribuídas. Perguntar, como se diz, não ofende…
EM CAMPANHA
Prefeito Gean Loureiro era só alegria após o lançamento do edital para eleição do Conselho da Cidade, ontem. Faltou lugar para tanta gente na sala de reuniões por causa dos representantes de entidades, vereadores e lideranças comunitárias. Já teve presidente de ONG que lançou candidatura para integrar o conselho por não abrir mão do momento de discussão da Capital.
LEGALIZAÇÃO EM PAUTA
A notícia de que o Uruguai registrou queda nas estatísticas de crimes relacionados ao narcotráfico após a aprovação da lei que descriminalizou o uso da maconha no país tem tudo para reacender o debate sobre a liberdade de uso da droga aqui no Brasil. Para o advogado Francisco Ferreira, o debate é extremamente salutar. Entretanto, considera temerária a simples liberação do entorpecente.
– A permissão para o uso da maconha deve, necessariamente, estar associada a um rigoroso controle por parte do Estado, sendo fornecida somente aos usuários devidamente cadastrados junto aos órgãos públicos de saúde. É preciso lembrar que esta droga é porta de entrada para o consumo de outros entorpecentes e, por conta disso, está ligada ao aumento de práticas criminosas, sejam eles graves ou não. De todo modo, essa discussão é importante e pode lançar um novo olhar sobre essa questão, reconhecendo-a muito mais como um problema de saúde pública do que de segurança pública -, afirma Ferreira.
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