SC-401, uma rodovia às cegas

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A partir de hoje está aberta oficialmente a tradicional temporada dos congestionamentos na SC-401. Todos os anos, na véspera do Natal e principalmente antes da virada do ano, a cena se repete. Turistas do brasil e dos países vizinhos enfrentam horas na fila para chegar a uma das praias do norte da Ilha de Santa Catarina. Claro que a culpa não é dos visitantes. São eles que fazem girar a roda de um dos setores mais importantes da economia do Estado.

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O problema é a inércia como os sucessivos governos tratam a rodovia, uma das mais movimentadas do Estado, que hoje tem mais cara de avenida. Mesmo fora da temporada, passam cerca de 60 mil veículos por dia no trecho de 19 quilômetros entre os bairros Itacorubi e Canasvieiras. Nos primeiros dias do verão, chega na casa de 90 mil carros a cada 24 horas.

Entra ano sai ano, a rodovia segue com trechos sem acostamento, mal sinalizada e, principalmente, sem iluminação adequada. Na noite de quarta-feira, por exemplo, bastou uma chuva forte para transformar o percurso numa espécie de rota mortal.

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A sinalização horizontal, especialmente a linha divisória entre as pistas e a do acostamento simplesmente não existe. Se estiver molhado, o motorista não consegue enxergar nada. Deve rezar para que o condutor do carro da frente conheça o caminho, caso contrário o risco de se perder é grande. É bem verdade que o Deinfra fez uma meia-sola nos buracos da rodovia. Até alguns meses atrás trechos lembravam a superfície da lua. O resultado pode ser conferido na trágica estatística: Entre 2011 e 2016 foram 3.721 acidentes, com 1.326 feridos e 52 mortes. Números que a deixam como uma das rodovias mais perigosa do Estado.

Mas uma certeza qualquer motorista, seja morador de Florianópolis ou turista, pode ter: ano que vem, a tranqueira na SC-401 se repetirá, porque absolutamente nada será feito para resolver o problema, além de promessas.

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