Eleito por aclamação em outubro de 2017, Hélio Roncaglio foi oficializado presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Blumenau até 2020 em cerimônia realizada na noite de sexta-feira.
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Aos 52 anos, o mesmo tempo de vida da entidade varejista, o empresário nunca escondeu que pretendia exercer um único mandato – inclusive defendeu isso quando assumiu a CDL, em 2014 –, mas uma série de circunstâncias o levaram a uma nova gestão. Pouco antes do evento, Roncaglio conversou com o blog. Confira os principais tópicos:
Foco da gestão
— Estamos tentando aplicar dentro do nosso planejamento estratégico algumas normas de governança, pela necessidade de uma entidade associativista ter continuidade. Hoje a renovação está muito difícil, tanto que às vezes você precisa ter presidentes tocando um segundo mandato. Às vezes isso não faz parte de um projeto pessoal, mas porque faltam pessoas para tocar e que tenham uma visão institucional um pouco diferente. Nós estamos à frente de uma entidade, mas estamos ali de passagem. É preciso prepará-la, ter ela muito bem organizada financeiramente.
Impactos da crise
— Como somos associativistas, uma das dificuldades maiores que nós temos é quando bate uma crise. Qual a primeira coisa que a pessoa para de pagar? É uma associação. Então precisamos nos mostrar cada vez mais fortes e organizados, para quando acontecer uma crise como essa que aconteceu, de 2015 para cá, a entidade tenha uma visão diferente e consiga mostrar isso muito claramente para o associado.
Importância do associativismo
— Nós iniciamos o nosso mandato com 2.100 mil associados. Temos hoje 2.060. Só que de 2015 para cá, no Brasil, fecharam 220 mil empresas e temos 13% da população desempregada. Então é um contraste muito grande. E aí a gente começa a notar que a empresa que participa de uma entidade forte, que prega o associativismo, consegue se manter, permanecer no mercado, porque ela está sempre procurando, discutindo as ações que precisam ser tomadas.
Representatividade
— Hoje é muito mais fácil para uma entidade como a CDL poder sentar com o poder público, com o Poder Legislativo, com segurança, porque é através deles que as coisas acontecem. Mas nós fazemos parte de uma sociedade organizada, onde eu atendo tanto um lojista do Centro como um lojista dos mais de 20 bairros de Blumenau. E eles são atendidos de igual forma, independentemente do tamanho da empresa e número de funcionários. Isso é um diferencial para a empresa associada, e um diferencial do nosso trabalho, que foi essa aproximação, de encurtar o caminho entre o associado e a entidade.
Relacionamento com os associados
— A gente vem trabalhando muito hoje nas mídias sociais. A CDL desenvolveu um aplicativo e agora estamos começando a trabalhar com ele com mais força. É uma aproximação, uma ligação dos funcionários com todos os outros associados e empresas. Você pode acompanhar o que a CDL está fazendo, o que o lojista está fazendo, se está promovendo algum produto. Isso é importante porque não é todo mundo que consegue se mostrar perante as outras lojas.
Novas lideranças
— Estamos desenvolvendo um trabalho muito grande com a CDL Jovem. É onde estamos procurando novas lideranças, para que daqui a pouco elas possam ocupar os nossos lugares. Essa troca de experiência do jovem, que tem uma forma de se relacionar muito diferente, às vezes, da nossa, tem contribuído muito para que a nossa gestão também possa acompanhar as modernidades e mudanças que estão acontecendo no varejo.
Valorizar o comércio do Centro
— Essa é uma discussão que temos com outras entidades e com o poder público. Existe o problema da mobilidade. Quando eu entrei na CDL, um dos desafios era me aproximar do associado. Hoje temos um número pequeno de associados (do Centro da cidade). Precisamos cada vez mais nos aprofundarmos nesses problemas. Mas o mais importante é que essas pessoas e essas empresas participem também.