Após falência, Cristal Blumenau levanta bens que serão vendidos para pagar dívidas

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Empresa teve a falência decretada no início deste ano (Foto: Patrick Rodrigues, BD)

Depois de ter a falência decretada pela Justiça em janeiro, a Cristal Blumenau começou a levantar bens que serão vendidos para pagar as dívidas deixadas. O trabalho está a cargo da Ativa Administradora, nomeada pelo juízo da 5ª Vara Cível de Blumenau, onde tramita o processo. A empresa, que também atua na recuperação judicial da BGO Company, foi indicada no dia 30 de junho após outra administradora judicial ter declinado da função.

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Segundo o advogado Alcides Wilhelm, inicialmente já se constatou que a Cristal Blumenau é proprietária de três imóveis. Entre eles está parte do terreno onde funcionava a fábrica, na Rua 2 de Setembro. A área, no entanto, é dividida em três matrículas junto 3º Registro de Imóveis. A Ativa ainda irá realizar diligências para apurar a possível existência de outros bens que possam integrar o ativo da massa falida.

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Quanto esse trabalho for finalizado, os bens devem ir à leilão. Os valores então arrecadados serão usados para quitar débitos de credores – ex-funcionários, fornecedores e bancos, por exemplo, que têm dinheiro a receber. Em paralelo, a Ativa também já solicitou aos administradores da Cristal Blumenau que entreguem a documentação contábil da empresa.

A falência da Cristal Blumenau colocou um ponto final em uma trajetória de altos e baixos. Referência no setor principalmente nas décadas de 1970 e 1980, a empresa sofreu com a abertura de mercado. Taças e copos de vidro importados, cuja produção é mais barata, balançaram o negócio. Aliado a isso, altos custos de produção e carga tributária elevada também pesaram.

A empresa chegou a anunciar o encerramento das atividades e a encaminhar um pedido de autofalência no início de 2018, depois de já ter cogitado a medida outras vezes. Houve uma nova tentativa de reerguer o negócio, mas sem sucesso.

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