Se a largada do ano era encarada com ânimo pela indústria têxtil, uma sucessão de fatores ao longo do primeiro semestre, encabeçados pelas instabilidades do cenário eleitoral, paralisação dos caminhoneiros, Copa do Mundo e inverno com temperaturas acima do esperado, arrefeceu o otimismo do setor.
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A Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) divulgou nesta quarta-feira que a produção têxtil (-0,9%), a produção de vestuário (-3,8%) e o varejo de vestuário (-3,5%) tiveram queda no país de janeiro a junho frente ao mesmo período do ano passado. A geração de empregos dentro do segmento até ficou no azul, com criação de 4,1 mil novas vagas, mas o acumulado em 12 meses contabiliza eliminação de 13,9 mil postos de trabalho.
— Vamos ter que recuperar todo esse terreno perdido agora no segundo semestre — analisou Fernando Pimentel, presidente da Abit.
Todas as principais projeções do setor foram revistas para baixo pela entidade. A produção de vestuário, antes estimada em 6,05 bilhões, deve ficar em 5,92 bilhões de peças. A previsão da produção têxtil diminuiu de 1,83 milhão para 1,77 milhão de toneladas. O volume de investimentos, inicialmente mapeado em R$ 2,25 bilhões, deve recuar para R$ 1,9 bilhão.
A geração de empregos, antes avaliada na abertura de 20 mil novas vagas, deve ficar estável, com viés de baixa. O faturamento do setor têxtil e de confecção até pode aumentar um pouco, de R$ 152 bilhões para R$ 154 bilhões, mas mais pelo aumento de preços.