Atenção e lupa na hora de comprar o material escolar

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Na lista de contas de início de ano, a compra do material escolar dos filhos costuma representar uma despesa considerável no orçamento das famílias. Em Blumenau, o Procon divulgou ontem uma pesquisa que mapeou preços de 28 itens do universo das salas de aula em 11 estabelecimentos da cidade – Havan, Papelaria Blumenau, Sulamericana, Koerich, Livrarias Catarinense, Milium, Planeta Blu, Blubel, Papelaria Grafitte, Quanta Coisa e Kalunga.

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O órgão, como já é praxe, identificou as cifras mais em conta de cadernos, canetas, réguas e companhia, mas ao contrário de outras pesquisas optou por não apontar diferenças de valores entre eles. A comparação de itens sem considerar que nem todas as lojas trabalham com todas as marcas e algumas, pelo público-alvo e localização, optam por produtos de mais qualidade e valor agregado (consequentemente mais caros) costumava gerar discrepâncias astronômicas no gasto final. Não foi este o objetivo desta vez, aponta Cezar Cim, coordenador do Procon.

— Se você se apegar em porcentagem, você se torna injusto com quem pratica mais qualidade — avalia ele, reforçando que o principal, aqui, seria se ater à marca, não ao preço.

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Mesmo com essas ressalvas, o cruzamento de informações ajuda a dar um norte antes da saída às compras. A coluna verificou a partir da tabela disponibilizada pelo Procon: se optasse pelos preços mais em conta de 26 dos 28 itens da lista (não foram considerados o papel almaço e o papel lustroso, por serem vendidos em pacotes com número de unidades diferentes), o consumidor gastaria R$ 49,94. Se a escolha fosse pelos mais caros, a conta subiria para R$ 219,46, quatro vezes maior.

Na prática, no entanto, é preciso ressaltar que esses dois valores “não existem” porque representam, em cada caso, a soma de preços de produtos de 11 estabelecimentos. É, claro, inimaginável que o consumidor pegue a lista e passe de loja e loja comprando o artigo mais barato. A suposta economia iria pelo ralo com os gastos de deslocamento, sem contar o tempo perdido.

Além disso, é preciso ressaltar – de novo – que os comércios trabalham com marcas diferentes, materiais de qualidade distintas e produtos de maior e menor apelo entre crianças. E que nem todo aluno precisará de todos os itens, visto que muita coisa pode ser reaproveitada do ano anterior. Pais também devem avaliar até que ponto a qualidade do material escolar é fundamental no processo de aprendizagem dos filhos.

De todo modo, a pesquisa de preços do Procon é um ponto de partida para quem ainda não foi às compras. Para estes, a velha e batida máxima continua valendo, lembra Cim: pesquisar, comparar, pechinchar e ficar atento a juros e eventuais abusos exigidos pelas escolas nas relações de materiais.

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Acesse aqui a pesquisa completa

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