Avaliações preliminares indicam que Febratex superou as expectativas

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A organização da Febratex, que terminou na sexta-feira na Vila Germânica, encaminhou uma pesquisa de satisfação aos cerca de 400 expositores, cujos primeiros resultados devem ser colhidos nesta semana. Avaliações preliminares, no entanto, indicam que a edição deste ano foi a maior e melhor da história.

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Diretor-presidente da FCEM, empresa responsável pela feira, Hélvio Roberto Pompeo Madeira destaca alguns números para sustentar essa percepção. De acordo com ele, 96% das empresas participantes já confirmaram presença na próxima edição, marcada para 2020.

Entre expositores, compradores, equipe de apoio, imprensa e visitantes em geral, foram distribuídos 51,7 mil crachás individuais de acesso. Como, em média, cada pessoa passa pela exposição em pelo menos dois dos quatro dias, o público total deve ultrapassar a barreira de 100 mil, estabelecendo um novo recorde.

A movimentação financeira também tem tudo para ser superior à registrada na edição passada, que gerou R$ 1,6 bilhão em negócios fechados ou convertidos no longo prazo depois da prospecção direta nos estandes. Além do aumento do público e de um cenário econômico mais favorável do que o de dois anos atrás – em 2016 a Febratex ocorreu ao longo de um processo de impeachment –, outro fator que deve impulsionar essa cifra, conforme Pompeo, é o acréscimo de 35% no número de equipamentos em exposição.

— Máquina em funcionamento é o que traz o público — resume o dirigente.

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Hotéis de Blumenau e cidades vizinhas ficaram lotados e houve aumento significativo no movimento de bares e restaurantes. Entre terça e sexta-feira da semana passada, a Vila Germânica ficou apinhada de gente – mesmo com chuva em três dos quatro dias de evento – interessada em conhecer as últimas novidades em tecnologia, gestão e maquinário para a indústria têxtil ou em participar do fórum de palestras que abordaram desafios do setor.

O olhar do blog

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O blog circulou pela Febratex na quinta-feira à noite e colheu algumas impressões sobre a feira:

1. Seja com um chopinho ou com um petisco, valia tudo para fortalecer o relacionamento e deixar o cliente mais à vontade;

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2. Vários equipamentos com avisos de “vendido” indicavam bom volume de negócios;

3. O festival de sotaques entregava a diversidade do público. Entre os expositores, muitos destacaram a presença em peso de nordestinos e de compradores de vários países da América Latina, como Argentina, Peru, Chile, Paraguai, Colômbia e Bolívia;

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4. A quantidade de pessoas de “olhos puxados” circulando pelos corredores comprovou a relevância do mercado asiático na indústria têxtil brasileira;

5. Fator positivo foi o grande interesse do público por informações e conceitos que envolvem a Indústria 4.0. Muitos já assimilaram que simplesmente trocar uma máquina antiga por uma nova já não é mais suficiente para garantir produtividade e competitividade;

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6. A forte oscilação do dólar – a moeda americana iniciou a última semana vendida a R$ 3,95 e encerrou a R$ 4,10 – exigiu algum esforço extra de negociação, mas não diminuiu o apetite de compradores e nem foi vista como grande barreira para o fechamento de negócios. Um dos diferenciais desse tipo de feira é a oferta de preços especiais de ocasião, justamente para estimular vendas.