Como a crise econômica acabou ajudando a indústria de bebidas Max Wilhelm

Compartilhe:

Períodos de crise costumam forçar mudanças de hábitos de consumo e sempre tem alguém que acaba tirando proveito disso. Foi o caso da tradicional indústria de bebidas Max Wilhelm, que nasceu em Jaraguá do Sul mas hoje mantém a produção em Blumenau, onde trabalham cerca de 120 pessoas.

Continua após a publicidade

​​​​Curta Pedro Machado no Facebook​​​​​​​​​​​​​​​​​

​Leia mais publicações de Pedro Machado​​​​​​​

Continua após a publicidade

A empresa teve, em 2017, o maior volume de vendas e faturamento dos últimos cinco anos. O crescimento foi de 7% . Na recessão, abocanhou parte de um mercado consumidor de Santa Catarina – e um pedaço do Paraná, onde também está presente – que, com o dinheiro mais escasso, abriu mão de refrigerantes mais caros.

– Se há um substituto de qualidade e tradição, por que não trocar? – sugere o diretor Otávio Greuel.

Com capacidade para produzir 120 mil fardos de refrigerante por mês, a Max Wilhelm está diversificando o portfólio. A embalagem de 2 litros ainda é a campeã de vendas – representa algo em torno de 80% das vendas –, mas tende a estagnar. Trata-se, avalia Greuel, de um produto geralmente consumido por famílias, que estão diminuindo de tamanho.

Por outro lado, há apelo por alternativas mais rápidas de consumo, o que implica volumes menores. Recentemente a marca lançou a laranjinha em lata. Além disso, garrafas mais enxutas devem ganhar cada vez mais espaço, facilitando inclusive a entrada do produto em bares e restaurantes.

Continua após a publicidade

A expectativa do executivo é que a Max Wilhelm cresça 5% neste ano. Dois novos lançamentos estão previstos ainda para o primeiro semestre, mas por enquanto as novidades são guardadas a sete chaves.

Há como avançar sem grandes investimentos, explica Greuel. Hoje a fábrica é capaz de suportar um aumento de produção, já que parte dela é utilizada de modo terceirizado por marcas de energéticos.