Um dos assuntos levantados durante o painel sobre os desafios da política e da economia promovido pela NSC no Centro Empresarial de Blumenau na última semana foi a dificuldade de gestores públicos, muitas vezes preocupados apenas com projetos de poder, implantarem – e seguirem – planejamentos de longo prazo.
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Nesta linha, o blog busca na memória um tema que merece reflexão. No dia 20 de junho de 2008, uma sexta-feira, a prefeitura lançava o Blumenau 2050, que definia objetivos e diretrizes que deveriam nortear o desenvolvimento territorial da cidade pelas próximas décadas.
É verdade que ao longo dos últimos dez anos muita coisa do que estava previsto no Caderno Blumenau 2050 avançou. Destaco aqui, no aspecto da mobilidade urbana, a implantação de corredores exclusivos para ônibus e a acessibilidade universal nos veículos de transporte coletivo.
Outras iniciativas chegaram a sair do papel, mas não vingaram, caso do sistema de aluguel de bicicletas públicas.
No turismo, a Vila Germânica de fato se consolidou não apenas como um centro de eventos, mas também como importante alternativa gastronômica. Também houve avanços importantes e significativos em questões relacionadas a saneamento básico e habitação.
Por outro lado, vários projetos previstos no mínimo há uma década ganharam encaminhamento ou tiveram novidades anunciadas apenas recentemente. Ao mesmo tempo em que isso amplia a expectativa para que enfim fiquem prontos, revelam uma angustiante lentidão do poder público.
Falo, especialmente, das obras viárias agora em andamento, da revitalização da Prainha (há uma sinalização de possível liberação de recursos por parte do Ministério do Turismo), das construções do Parque das Itoupavas e da ponte do Centro e da instalação do mercado público, cujo edital de licitação para concessão deve ser lançado em breve.
Se alguns pontos evoluíram, há diversos tópicos que constam no documento original do Blumenau 2050 que pararam no tempo, como a implantação do VLT (veículo leve sobre trilhos), a implantação de anéis viários periféricos para a retirada do fluxo de veículos da região central da cidade e a utilização do Itajaí-açu como alternativa de transporte fluvial, apenas para ficar em alguns exemplos.
Como mostra o arquivo histórico, nem todo o futuro previsto lá atrás já começou. Ainda há bastante tempo.
Clique aqui ter acesso ao documento Blumenau 2050 na íntegra.