Diretor deixa empresa centenária de SC após 50 anos: “A gente não é eterno”

Carlos Rudolfo Schulze encerrou ciclo na Lepper, de Joinville, em setembro

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Executivo ocupava o cargo de diretor industrial (Foto: Arquivo pessoal)

Sem alarde, o executivo Carlos Rudolfo Schulze deixou a diretoria da Lepper, uma das mais tradicionais indústrias têxteis de Santa Catarina, fundada em 1907 em Joinville. Ele encerrou no início de setembro uma trajetória de 50 anos na fabricante de artigos de cama, mesa e banho. Embora comum no passado, a longevidade corporativa vem se tornando raridade nos dias de hoje.

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— A gente não é eterno. Todo mundo tem que saber a hora de dar uma parada — contou Schulze à coluna.

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Schulze foi contratado pela Lepper aos 16 anos, dois anos depois da primeira experiência profissional, vivida na Cia. Hansen. Ele entrou na companhia como auxiliar de RH. Ao longo de sua carreira, fez cursos nas áreas têxtil, mecânica, financeira e de administração.

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Na empresa, foi galgando espaços, atingindo os cargos de supervisor, gerente de manutenção e coordenador. Nos últimos anos, ocupou a função de diretor industrial, responsável pela parte operacional da fábrica, incluindo processos de custos e logística.

À coluna, Schulze revelou querer uma rotina mais tranquila, sem a agenda corrida exigida por uma fábrica. Ele também almeja ter mais tempo livre para aproveitar a família. Mas, por ora, descarta uma aposentadoria total, admitindo que ainda deve trabalhar como consultor e conselheiro – mas só em 2024.

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O executivo diz que já havia comunicado no início do ano à presidência da empresa a intenção de encerrar o ciclo na Lepper. A despedida teve direito a homenagens, com entrega de placa e bolo. Por ora, o cargo de diretor industrial está vago, segundo a presidente Margi Loyola. As funções foram assumidas pelo gerente industrial.

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