Eleitor blumenauense não comprou o discurso de “governador do Vale”

Compartilhe:

Ao destinar quase 39% dos votos ao governo do Estado a Comandante Moisés (PSL), os blumenauenses ignoraram solenemente o discurso das candidaturas mais estruturadas e de entidades empresariais de que a cidade sairia ganhando com algum representante na cabeça de chapa – seja com Décio Lima (PT) governador ou Napoleão Bernardes (PSDB) e João Paulo Kleinübing como vices de Mauro Mariani (MDB) e Gelson Merisio (PSD), respectivamente.

Continua após a publicidade

Curta Pedro Machado no Facebook​​​​​​​

Leia mais notícias de Pedro Machado​​​​​​

Continua após a publicidade

No final, a diminuição da representatividade de Blumenau no Legislativo também preocupa lideranças empresariais. A cidade manteve três deputados na Assembleia Legislativa – por pouco não foram apenas dois, com Ivan Naatz (PV) garantindo vaga aos 45 do segundo tempo –, mas não elegeu nenhum federal. De quebra ainda perderá o senador Dalirio Beber (PSDB) ao final do ano. Há receio de enfraquecimento na cobrança dos pleitos locais.

A avaliação praticamente unânime é de que a pulverização de candidaturas locais espalhou votos para deputado estadual e federal. Mais: há quem considere que o sistema da velha política “fritou” Napoleão, que pavimentava uma candidatura de muito potencial ao Senado mas que, por força das negociações partidárias, acabou saindo a vice de Mariani.

Aliás, já tem gente se perguntando o que vale mais a pena em termos de retorno em investimentos para a região: ter um representante de Blumenau – no caso, Kleinübing – na linha de frente do comando do Estado, mas como vice, ou eleger um governador do mesmo partido do virtual próximo presidente da República, que teve votação recorde por aqui? A conferir.