Eliminando dúvidas: Cristal Blumenau, Strauss e Mozart são coisas diferentes

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Teve gente que trocou as bolas. Destacada pelo blog no começo da semana, a implantação de uma nova fábrica de cristais em Blumenau, que se chamará Mozart, nada tem a ver com a Cristal Blumenau ou até mesmo com a Cristallerie Strauss.

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O projeto é novo e está sendo tocado por investidores de fora da região, todos de São Paulo, que se dizem amantes do cristal e querem manter viva a arte e a tradição do produto.

Ex-sócio da Strauss – que fechou as portas em 2016 –, o empresário Frederico Strauss foi contratado por esse grupo pelos conhecimentos técnicos da produção.

A Mozart está acertando detalhes para o início das atividades, o que deve ocorrer, se tudo der certo, em abril. Já contratou representantes comerciais, criou um catálogo de produtos e está comprando equipamentos novos.

Um dos empresários ligados ao projeto diz que a empresa não fabricará copos para cervejarias – outra especulação que surgiu a partir da nota publicada pelo blog –, um nicho que vinha sendo atendido pela Cristal Blumenau.

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A Cristal Blumenau, por sua vez, está sob nova direção, que ainda avalia quais serão os próximos passos. Os bens da Strauss – incluindo a antiga fábrica e a marca – são outra coisa distinta: foram arrematados em leilão em dezembro do ano passado pela Oxford. A fabricante de porcelanas de São Bento do Sul ainda não divulgou os planos pós-aquisição.

Nessa história toda, fica algo de positivo: há gente interessada em manter de pé um dos setores mais tradicionais da economia blumenauense.