Radicado em Blumenau, o empresário baiano Junior Souza é tão acelerado quanto o ritmo de expansão da Ecotag. A empresa fundada por ele há três anos no Vale, que produz lacres ecológicos de autenticidade para peças de roupa, vem dobrando de tamanho ano a ano. E ele sonha ainda mais alto.
Depois de começar o negócio do zero, sem dinheiro – Souza acaba de pagar a última parcela de um empréstimo de R$ 30 mil feito em 2014 –, ele já fatura R$ 3,6 milhões e vai investir R$ 2 milhões ao longo de 2018. São 17 funcionários e a meta é chegar a 25 no que vem, quando o número de máquinas do parque fabril deve no mínimo dobrar.
O pulo do gato da Ecotag foi ter desenvolvido uma tecnologia própria que garante entregas mais rápidas aos clientes – enquanto muito de seus concorrentes importam da China –, além do produto ter um apelo ambiental, cada vez mais em alta hoje em dia.
Soma-se a isso a necessidade crescente de marcas de moda como Dudalina, um dos primeiros clientes da empresa, de protegerem seus produtos com o avanço da pirataria.
Uma nova equipe de representantes será contratada para ampliar o atendimento em outros estados brasileiros. Há planos também de desbravar outros países. Já há contatos no Peru e a Colômbia aparece como nova opção para negócios.
Latas e long necks
Cervejarias artesanais catarinenses estão diversificando a produção de olho na temporada de verão. Se antes as fábricas basicamente produziam apenas garrafas maiores, de 500ml, delas agora também saem outros formatos.
A Schornstein, de Pomerode, começou a vender cerveja em lata em março. A aceitação foi boa e a empresa investiu R$ 1 milhão ao longo do ano no parque fabril.
Já a Cerveja Blumenau começou a produzir long necks de 355ml neste mês. A ideia da empresa é atingir novos mercados, incluindo estabelecimentos que não trabalham com serviço (copo, garçom e reposição) e casas do Litoral catarinense.
Para o presidente da Associação das Cervejarias Artesanais de Santa Catarina (Acasc), Alexandre Mello, há espaço para crescer ainda mais neste nicho, apesar dos altos custos de produção e da baixa escala na comparação com cervejarias de grande porte.