O discurso de Flávio Rocha, pré-candidato à presidência pelo PRB, soa como música aos ouvidos de uma boa parte da classe empresarial.
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Na passagem por Blumenau nesta quarta-feira, o executivo de sucesso que comanda a rede de lojas Riachuelo não fugiu à regra e reiterou pontos que vem destacando em entrevistas desde que se colocou como alternativa para governar o país: é preciso facilitar condições para que as empresas sejam mais competitivas, fomentar o empreendedorismo, promover reformas estruturantes, desburocratizar a máquina pública, combater a corrupção e incentivar o trabalho como forma de prosperidade social.
— Eu quero ser o CEO do Brasil — projetou diante da plateia.
Frases de efeito não faltaram ao executivo de 60 anos natural de Recife, que se apresenta como “um liberal na economia e conservador nos costumes” e que está em caravana para apresentar o Movimento Brasil 200, defensor de todas essas bandeiras.
Recepcionado em Blumenau pelo empresário Ericsson Luef (MDB), pré-candidato a deputado federal, Rocha disse que o Brasil é “um carro de alta performance com o freio de mão puxado” e “hostil à prosperidade”, que o Estado é “uma máquina que ataca quem produz” e “apetitoso aos corruptos, com muitas tetas gordas” e que “quem negar as reformas vai praticar um estelionato eleitoral”.
Rocha garantiu que sua candidatura é irreversível, que não deixaria o auge da carreira empresarial para ser um mero coadjuvante e que não entrará nas eleições simplesmente para marcar posição. Seu grande desafio, o mesmo de todos aqueles que se identificam com essas bandeiras, no entanto, parece ser popularizar o discurso – e a própria imagem.
Nas pesquisas de intenção de voto, ele e outros pré-candidatos com propostas semelhantes não passam de 2%. Nem metade do auditório do Centro Empresarial de Blumenau, talvez o local mais receptivo a essas ideias em toda a cidade, foi ocupado durante sua fala na manhã desta quarta-feira.