Fecomércio diz “agora não” ao fim da escala 6×1 em SC e critica: “Empresário já carrega peso demais”

Entidade faz coro a manifesto que questiona mudança da jornada às vésperas das eleições

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Proposta em análise do congresso reduz jornada semanal dos trabalhadores (Foto: Arquivo NSC Total)

O coro no meio empresarial contra a aprovação a toque de caixa do fim da escala 6×1 ganhou novo reforço do comércio. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), junto com as federações estaduais – entre elas a Fecomércio-SC -, divulgou neste domingo (30) um manifesto questionando a mudança das regras da jornada de trabalho às vésperas das eleições.

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Não há um posicionamento contundente contrário à redução das escalas, mas um pedido: “Agora não”, sugerindo que o problema seria discutir uma alteração profunda como essa em pouco tempo. Ao compartilhar o manifesto, a Fecomércio-SC defendeu que o empresário brasileiro “já carrega peso demais” e não poderia arcar com mais contas para pagar.

“A redução da jornada de trabalho, sem uma discussão ampla sobre seus impactos, pode aumentar ainda mais os custos para quem já enfrenta uma rotina de impostos, encargos, burocracia e desafios para manter seu negócio funcionando”, avalia a entidade.

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Para a Fecomércio, quem empreende no Brasil “precisa de condições para investir, contratar, crescer e gerar oportunidades“. E que antes de aumentar a conta de quem produz, seria necessário ouvir quem está na linha de frente.

O manifesto da CNC, reverberado pelas federações estaduais e sindicatos da categoria, cita motivos para não se deliberar sobre a redução da jornada neste momento. A lista inclui a taxa das blusinhas, o crescimento de casos de recuperação judicial e do endividamento de famílias, incertezas com as mudanças da reforma tributária e evasão de empresas, citando o crescimento de novos negócios no Paraguai, por exemplo.

Além da Fecomércio-SC, a Facisc, federação que reúne as associações empresariais de Santa Catarina, divulgou na última semana uma nota criticando a medida.

“Os impactos tendem a ser ainda mais significativos para micro, pequenas e médias empresas, que possuem menor capacidade de absorver aumentos repentinos de custos e maior dificuldade para promover mudanças operacionais em curto prazo. A aplicação de uma regra única pode comprometer a produtividade, a competitividade, a continuidade dos serviços, a sustentabilidade dos negócios e a própria manutenção de empregos”, afirmou.

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O fim da escala 6×1 é considerada uma das principais bandeiras do governo Lula. Na última semana, o senador Omar Aziz (PSD-AM) entregou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado o relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com este regime e reduz a jornada de trabalho.

A expectativa é que a votação da pauta no Senado aconteça nesta semana. A intenção é agilizar a aprovação do tema, considerado pauta de interesse do governo Lula (PT), antes das eleições.