Sede da empresa, em Blumenau (Foto: Patrick Rodrigues, Arquivo NSC Total)
O juiz Uziel Nunes de Oliveira, da Vara Regional de Falências, Recuperação Judicial e Extrajudicial de Jaraguá do Sul, determinou o afastamento da atual gestão e de membros do conselho de administração da Teka, gigante têxtil de Blumenau. O despacho, publicado na quinta-feira (11), representa um novo capítulo na turbulenta trajetória recente da companhia, que está em recuperação judicial desde 2012 e cuja gestão, nos últimos anos, tem sido alvo de interferências externas.
A decisão atendeu a um pedido do advogado Pedro Cascaes Neto, novo administrador judicial da Teka. À Justiça, o escritório dele, Leiria & Cascaes, também de Blumenau e que assumiu a função há cerca de um mês, apontou o que seria uma série de problemas da atual gestão e na condução do processo de recuperação.
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A lista inclui o crescimento do endividamento da companhia, falta de regularização de impostos, ausência de critérios para pagamento de dívidas, imprecisão de informações que deveriam ser públicas – pelo fato de ser uma empresa de capital aberto – e dificuldades relatadas pelo sindicato dos trabalhadores e ministérios públicos estadual e do trabalho na comunicação com a diretoria.
O despacho determina ainda a convocação de uma nova assembleia geral de credores, que ficará responsável pela escolha de um novo gestor para a Teka. Segundo o juiz, isso deve acontecer no prazo máximo de 120 dias. Até lá, a gestão da empresa ficará a cargo de Cascaes Neto, que será auxiliado por Rui Otte, profissional de mercado que já teve passagem pela Karsten.
O magistrado ainda deu prazo de 60 dias para a realização de uma auditoria externa independente, que deverá apurar a real situação econômica da Teka e o valor de todo o passivo da empresa.
De acordo com comunicado ao mercado publicado nesta sexta-feira (12), já assinado pelo escritório Leiria & Cascaes, a decisão judicial inclui o afastamento da atual gestora judicial da Teka, Fabiane Paula Esvicero, que atuava na empresa desde 2017, e de três membros do conselho administrativo – Cid Bernardt Rodrigues, Alexandre Marcos de Almeida e Marcelo Roberto Cabral Reinhold. A coluna tenta contato com os envolvidos para contraponto. O espaço está aberto.
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Quais são as empresas de SC que mais faturam
Bunge Alimentos: a multinacional de capital holandês mantém a sede brasileira em Gaspar. Receita: R$ 78,5 bilhões (Foto: Jandyr Nascimento, NSC Total, BD)BRF: empresa fruto da fusão entre Sadia e Perdigão, duas gigantes de alimentos. Receita: R$ 53,8 bilhões (Foto: Divulgação)WEG: uma das maiores fabricantes de motores e equipamentos elétricos do mundo. Receita: R$ 29,9 bilhões (Foto: Leo Munhoz, NSC Total, BD)Aurora: uma das maiores cooperativas de alimentos do Brasil e do mundo. Receita: R$ 20,4 bilhões (Foto: Sirli Freitas, NSC Total, BD)Engie: gigante do setor de energia com origem francesa, que mantém sede no Brasil em Florianópolis. Receita: R$ 11,9 bilhões (Foto: Divulgação)Grupo Pereira: supermercadista dono de bandeiras como Comper e Fort Atacadista. Receita: R$ 11,2 bilhões (Foto: Marcelo Pertile, Divulgação)Whirlpool: multinacional fabricante de eletrodomésticos de linha branca, dona de marcas como Consul e Brastemp. Mantém sede no Brasil em Joinville. Receita: R$ 10,8 bilhões (Foto: Rodrigo Phillips, NSC Total, BD)Havan: uma das maiores redes varejistas do Brasil, com foco em lojas de departamentos. Receita: R$ 10,5 bilhões (Foto: Divulgação)Tupy: uma das maiores indústrias metalúrgicas da América Latina. Receita: R$ 10,1 bilhões (Foto: Divulgação)Celesc: empresa de capital misto, controlada pelo governo de SC, responsável pela distribuição de energia no Estado. Receita: R$ 10 bilhões (Foto: Divulgação)Cooperalfa: cooperativa de alimentos com origem no Oeste catarinense. Receita: R$ 8,4 bilhões (Foto: Divulgação)Grupo Koch: supermercadista dono das bandeiras Koch e Komprão. Receita: R$ 6,4 bilhões (Foto: Luiz Junior, VP Social)Tigre: fabricante de tubos e conexões. Receita: R$ 5,8 bilhões (Foto: Leo Munhoz, NSC Total, BD)Coopercampos: cooperativa ligada ao agronegócio. Receita: R$ 4,28 bilhões (Foto: Divulgação)Intelbras: fabricante de equipamentos de segurança, comunicação e energia. Receita: R$ 4,23 bilhões (Foto: Divulgação)Eletrosul: subsidiária da Eletrobras, com sede em Florianópolis. Receita: R$ 3,65 bilhões (Foto: Mariana Eli, Divulgação)Giassi: rede de supermercados. Receita: R$ 3,4 bilhões (Foto: Divulgação)Angeloni: rede de supermercados. Receita: R$ 3,24 bilhões (Foto: Divulgação)Ailos: central que reúne 13 cooperativas de crédito. Receita: R$ 3,13 bilhões (Foto: Pedro Machado, NSC Total, BD)Clamed: grupo farmacêutico dono das marcas Drogaria Catarinense e Preço Popular. Receita: R$ 3 bilhões (Foto: Divulgação)Tuper: outra grande empresa catarinense da metalurgia. Receita: R$ 2,7 bilhões (Foto: Divulgação)