Justiça decreta encerramento da recuperação judicial da Companhia Industrial Schlösser

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A juíza Clarice Ana Lanzarini, da Vara Comercial de Brusque, determinou o encerramento da recuperação judicial da centenária Companhia Industrial Schlösser. Na decisão, de 13 de agosto, a magistrada destacou que a tradicional empresa têxtil cumpriu obrigações previstas no plano de recuperação e atendeu aos requisitos legais para o término do processo na esfera judicial.

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A Schlösser estava em recuperação judicial desde 2011 e conseguiu, de acordo com a juíza, pagar as dívidas abrangidas pelo plano, inclusive as trabalhistas, a partir da venda e cessão de ativos. Um dos antigos imóveis da empresa, de 60 mil metros quadrados, foi comprado no ano passado pela Havan por R$ 25 milhões. A rede varejista anunciou a construção de um espaço multiuso no local, com operações relacionadas à educação, cultura, serviços, entretenimento e gastronomia.

Na prática, a decisão da Justiça não significa dizer que a Schlösser quitou todas as suas dívidas. Ainda há débitos tributários, que não se sujeitam aos efeitos da recuperação judicial, explica a magistrada. O que muda é que a empresa pode tirar o carimbo de “recuperação judicial” de documentos e contratos – o que certamente tem peso significativo no mercado – e segue tocando o plano de reestruturação sem a fiscalização do Poder Judiciário. Com isso, eventual descumprimento de algum item do documento não resultará em decretação automática de falência.

O administrador judicial Gilson Sgrott considera que a recuperação judicial foi bem-sucedida. Lembra que a maioria das empresas nessa situação ou desistem ou acabam tendo a falência decretada. A Schlösser continua ativa, embora com uma operação de tecidos pequena mantida em um espaço alugado no prédio da conterrânea Buettner.