Dados de maio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados quarta-feira pelo Ministério do Trabalho, jogaram um balde de água fria nos ânimos da economia blumenauense.
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O último mês interrompeu uma trajetória ascendente e foi marcado pelo desaquecimento do emprego. Pela primeira vez no ano o saldo de geração de vagas formais de trabalho, com carteira assinada, ficou negativo. Foram 163 demissões a mais do que contratações.
Todos os principais segmentos da economia ficaram no vermelho, com exceção do setor de serviços (+87) e da administração pública (+56). Indústria (-262), comércio (-21) e construção civil (-22) tiveram mais desligamentos do que admissões.
Comparado com maio de 2017, quando o saldo ficou positivo em 503 vagas, o dado indica um desempenho atípico para a época. O professor da Furb Nazareno Schmoeller lembra que a economia já vinha dando sinais de estagnação e sugere que a paralisação dos caminhoneiros, movimento que impactou profundamente o setor produtivo nos últimos dez dias do mês passado, possa ter influenciado nos números.
— Normalmente, na metade do ano, as empresas fazem ajustes de perspectiva de mercado. Em função da greve, pode ser que elas tenham antecipado isso — analisa, sinalizando que parte desse ajuste pode representar reavaliação do quadro de pessoal.
Apesar do desempenho ruim do mês passado, Blumenau segue com números positivos em 2018. No acumulado dos primeiros cinco meses, o saldo de criação de empregos chega a 4.359 vagas. Ainda é um dado expressivo no quadro nacional, que coloca a cidade na 10ª posição no ranking do país.
Números ruins também em SC
Os resultados negativos de maio não se restringiram a Blumenau. Em Santa Catarina, houve perda de 4.484 vagas, 1.820 delas na indústria, 1.555 na agropecuária e outras 1.291 no comércio. O país caminhou em ritmo contrário, com geração de 33,7 mil postos de trabalho no último mês.