Maio registra primeiro saldo negativo de empregos em Blumenau no ano

Compartilhe:

Dados de maio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados quarta-feira pelo Ministério do Trabalho, jogaram um balde de água fria nos ânimos da economia blumenauense.

Continua após a publicidade

Curta Pedro Machado no Facebook​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​

Leia mais publicações de Pedro Machado​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​

Continua após a publicidade

O último mês interrompeu uma trajetória ascendente e foi marcado pelo desaquecimento do emprego. Pela primeira vez no ano o saldo de geração de vagas formais de trabalho, com carteira assinada, ficou negativo. Foram 163 demissões a mais do que contratações.

Todos os principais segmentos da economia ficaram no vermelho, com exceção do setor de serviços (+87) e da administração pública (+56). Indústria (-262), comércio (-21) e construção civil (-22) tiveram mais desligamentos do que admissões.

Comparado com maio de 2017, quando o saldo ficou positivo em 503 vagas, o dado indica um desempenho atípico para a época. O professor da Furb Nazareno Schmoeller lembra que a economia já vinha dando sinais de estagnação e sugere que a paralisação dos caminhoneiros, movimento que impactou profundamente o setor produtivo nos últimos dez dias do mês passado, possa ter influenciado nos números.

— Normalmente, na metade do ano, as empresas fazem ajustes de perspectiva de mercado. Em função da greve, pode ser que elas tenham antecipado isso — analisa, sinalizando que parte desse ajuste pode representar reavaliação do quadro de pessoal.

Continua após a publicidade

Apesar do desempenho ruim do mês passado, Blumenau segue com números positivos em 2018. No acumulado dos primeiros cinco meses, o saldo de criação de empregos chega a 4.359 vagas. Ainda é um dado expressivo no quadro nacional, que coloca a cidade na 10ª posição no ranking do país.

Números ruins também em SC

Continua após a publicidade

Os resultados negativos de maio não se restringiram a Blumenau. Em Santa Catarina, houve perda de 4.484 vagas, 1.820 delas na indústria, 1.555 na agropecuária e outras 1.291 no comércio. O país caminhou em ritmo contrário, com geração de 33,7 mil postos de trabalho no último mês.