Mais uma empresa catarinense está de olho no Paraguai. A fábrica de cristais Mozart, que tem sede em Blumenau, estuda abrir uma unidade no país vizinho. Ainda não há decisão 100% tomada, mas internamente a possibilidade começou a ser avaliada há pelo menos nove meses.
Como em outros casos de companhias que seguiram pelo mesmo caminho, o mercado paraguaio é visto como uma alternativa para a redução de custos, principalmente com mão de obra – há menos tributos que incidem na folha de pagamento em relação ao Brasil. Além disso, o país vizinho pode ser uma ponte para aumentar vendas no exterior.
“Como plataforma de exportação, é um filão. Você não paga imposto na compra de maquinário e matéria-prima. E só paga 1% do valor agregado (sobre a fatura de exportação)”, compara Gabriel Vidigal, proprietário da Mozart.
Hoje a empresa exporta 10% da produção – são 1,6 mil produtos feitos por dia –, mas tem planos para pelo menos triplicar esse volume no futuro.
Vidigal já foi ao Paraguai avaliar o mercado de perto. Se o projeto for adiante, uma futura unidade da Mozart no país vizinho deve concentrar, inicialmente, as atividades de lapidação e polimento de taças e outros produtos de cristal.
Seria uma unidade complementar à de Blumenau, que já está consolidada, inclusive com uma galeria turística que recebeu 800 visitantes apenas em outubro.
“De forma alguma passará pelo fechamento (em Blumenau). É uma expansão do projeto”, pondera Vidigal.
O plano Paraguai, acrescenta ele, não é imediato. Em um cenário conservador, caso vá adiante, é algo que deve se concretizar em dois anos.
