No último debate, Jorginho e Décio dão exemplo da civilidade que falta na disputa para presidente

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Jorginho e Décio se cumprimentam na chegada aos estúdios da NSC (Foto: Tiago Ghizoni)

Quem esperava artilharia pesada e ofensas pessoais perdeu a aposta. No último encontro cara a cara antes do segundo turno da eleição para o governo de Santa Catarina, promovido na noite desta quinta-feira pela NSC TV, Jorginho Mello (PL) e Décio Lima (PT) provaram que é possível – quem diria – debater sem apelar para a baixaria. Deram um exemplo da civilidade que na maioria das vezes falta na disputa nacional polarizada entre Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT).

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A ausência de uma vidraça pode ter colaborado para o tom menos beligerante. Ao contrário de outros estados e da eleição presidencial, Santa Catarina não tem um candidato à reeleição no segundo turno. Com Carlos Moisés (Republicanos) fora do páreo, não havia alguém da situação diretamente exposto às críticas. 

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Ainda assim, Jorginho e Décio, mesmo reproduzindo em Santa Catarina o antagonismo das forças que disputam a presidência, dedicaram a maior parte do tempo para apresentar propostas – o colega Renato Igor revela que, nos bastidores, houve um pacto de não agressão feito pelas campanhas. Nas comparações entre as diferenças de um projeto e outro, miraram, o petista com mais ênfase, em Bolsonaro e Lula.

Houve sim, ao longo do encontro da NSC, momentos mais agudos, como quando Jorginho acusou o governo do PT de financiar obras em outros países, ou quando Décio criticou cortes de gastos da União em áreas como saúde e infraestrutura. Mas tudo dentro do jogo, em tom respeitoso e sem passar da linha. Até porque os concorrentes se conhecem bem: já foram colegas de bancada na Câmara dos Deputados.

Foi um debate tão tranquilo que sequer houve pedido de direito de resposta. O formato ajudou ao dar oportunidade para possíveis contrapontos nas tréplicas. E também porque, ao contrário do primeiro turno, não havia azarões dispostos a tumultuar o ambiente. 

Sem brigas, sobrou tempo para o catarinense ouvir projetos para educação, combate à desigualdade social e à violência contra a mulher, oferta de crédito para empreendedores, desenvolvimento regionalizado, saneamento básico, inclusão digital e turismo, entre outros temas. 

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Quem queria ver conflito achou tudo muito morno. Quem queria saber de propostas se deparou com projetos distintos e lembrou que um debate ainda pode ter sua utilidade.

Vídeo explica tudo sobre o segundo turno das Eleições 2022

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