Os acenos de Merisio para o Vale

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Atrás de Comandante Moisés (PSL), adversário na disputa pelo comando do Estado, na preferência dos eleitores das principais cidades do Vale no primeiro turno, Gelson Merisio (PSD) procurou fazer acenos à região durante sua passagem nesta segunda-feira pelo Centro Empresarial de Blumenau.

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A empresários e lideranças de entidades representativas, reforçou um discurso que costumar encontrar eco no setor produtivo. Enfatizou que vai propor uma gestão mais enxuta, com corte de até 1,2 mil cargos comissionados, extinção das agências de desenvolvimento regional (ADRs) e redução do número de secretarias. Seriam apenas 10 pastas em um eventual governo, todas encabeçadas por perfis técnicos.

O pessedista também assumiu compromissos com obras e melhorias na infraestrutura e na saúde da região. Reiterou que o Estado não está quebrado e tem situação financeira que permite a contratação de financiamentos para investimentos. E voltou a apontar o candidato a vice, João Paulo Kleinübing (DEM), como principal interlocutor local junto à Casa d'Agronômica em caso de vitória. Comprometeu-se, ainda, a não aumentar impostos. Foi enfático:

— Não vamos permitir aumento de carga tributária nominal nem disfarçada — disse, referindo-se a possíveis revisões de isenções fiscais que possam comprometer a competitividade da indústria catarinense.

A verdade é que nem Merisio e quase ninguém imaginavam que o candidato de Jair Bolsonaro (PSL) seria o mais votado nos principais centros do Vale. A campanha agora tenta vender a imagem de que o pessedista é o mais preparado por estar construindo a candidatura há mais tempo e por conhecer mais a fundo os problemas do Estado – e saber melhor como resolvê-los.

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Resta saber se a pouco menos de duas semanas da votação o recado fará efeito. O auditório do Centro Empresarial não estava completamente cheio para ouvir Merisio, o que poderia indicar baixa adesão do empresariado local à sua candidatura. A conferir como será a recepção a Moisés. As entidades tentam agenda com ele para a próxima segunda-feira.

Secretariado

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Merisio afirmou durante o evento que até a próxima semana anunciará os nomes da espinha dorsal do seu governo – o promotor Odair Tramontin, de Blumenau, já foi revelado na pasta de Segurança Pública. O nome para comandar a Fazenda é Carlos Guilherme Zigelli, diretor-superintendente do Sebrae-SC.

Faltou

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Uma das principais demandas de Blumenau junto ao governo do Estado, o Centro de Convenções não foi lembrado nos discursos de candidatos e autoridades no encontro de ontem no Centro Empresarial. Apesar de ter passado batida no protocolo, Merisio já está ciente da importância da obra.

Fuga de indústrias

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O presidente do Sintex, José Altino Comper, revelou que o governo do Mato Grosso tentou levar indústrias têxteis que hoje mantêm fábricas em cidades catarinenses para a região central do país. O empresário usou a situação para ilustrar a necessidade de o setor ter uma política fiscal positiva para continuar gerando empregos localmente. Hoje há estados onde o ICMS é mais atrativo para o segmento do que em Santa Catarina.

Posição

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Mário Hildebrandt, ao anunciar nesta segunda-feira apoio às candidaturas de Gelson Merisio (PSD) a governador e Jair Bolsonaro (PSL) a presidente:

— Muro é lugar para passarinho.

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O PSB, partido do prefeito, sempre esteve coligado com Merisio, mas Hildebrandt fez campanha por Mauro Mariani (PMDB) e Napoleão Bernardes (PSDB) no primeiro turno argumentando a proximidade e a relação de lealdade com o antecessor tucano.