Celebrado no dia 12 de março, o aditivo ao contrato de concessão do transporte público de Blumenau que autorizou a Blumob a substituir o investimento que inicialmente seria feito na pintura dos ônibus mais antigos da frota – da cor branca para a prata – pelo projeto de implantação de nova comunicação visual nos terminais urbanos traz um detalhe que passou despercebido para muita gente. O mesmo documento autoriza a redução da potência mínima do motor dos veículos novos que ainda serão incorporados ao sistema.
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Antes, ônibus do tipo Convencional Leve – são os veículos usados principalmente em linhas alimentadoras e interbairros, com menor demanda – precisavam ter motor de pelo menos 200 cavalos de potência. Depois do aditivo, a exigência mínima baixou para 180 cavalos. A última leva de 31 carros zero quilômetro que chegou a Blumenau, no final de abril, já veio com a nova configuração. Com eles, mais da metade (153) da frota de 246 ônibus está renovada.
A mudança é insignificante para o usuário, mas para a Blumob representará uma economia de 6,45% na compra dos ônibus que ainda virão. Além disso, o motor menos potente vai reduzir em 3,48% o consumo de combustível. Os valores totais que serão poupados ainda estão sendo calculados. Na prática, é mais um esforço para equilibrar o caixa da concessionária diante da perda de atratividade do sistema de transporte coletivo, algo que não se restringe a Blumenau.
O presidente do Seterb, Marcelo Althoff, explica que os ônibus já adquiridos continuarão com a configuração antiga e garante que as alterações não terão impacto na vida dos passageiros. Pelo contrário. Diz o comandante da autarquia que essa redução de custos para a Blumob será considerada nas futuras análises para a revisão da tarifa.
Aliás
O projeto de implantação da nova identidade visual dos terminais urbanos de Blumenau custou em torno de R$ 203 mil. O investimento inicial, que consta no aditivo ao contrato de concessão, era de R$ 154,6 mil, mas houve mudanças e o valor foi reajustado. Ainda assim, a quantia é menor do que o gasto que estava previsto para a pintura dos 142 ônibus – à época – mais velhos, de R$ 264,7 mil.
A diferença de cerca de R$ 60 mil vai entrar no fluxo de caixa da Blumob como receita tarifária. Segundo Althoff, essa quantia e os possíveis impactos do congelamento do preço do óleo diesel serão levados em conta quando o preço da passagem for revisado.