Se todos os 24 itens da pauta de reivindicação da campanha salarial dos servidores públicos de Blumenau fossem atendidos imediatamente, a prefeitura teria uma despesa extra anual em torno de R$ 100 milhões com o funcionalismo. O cálculo é do secretário municipal de Administração, Anderson Rosa.
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Na conta não entram apenas os reajustes salarial (só aqui seriam cerca de R$ 10 milhões) e do vale-alimentação, mas também questões relacionadas a gratificações, promoções por avaliação de desempenho, estabelecimento de planos de carreira em autarquias e incorporação de prêmio assiduidade, entre outros tópicos.
O dado é astronômico e, dada a atual conjuntura econômica, sua divulgação em um comunicado oficial emitido pelo município pode dar a entender que a pauta do funcionalismo é surreal, mas não é bem assim.
Ambas as partes sabem que o acordo ficará restrito a poucos itens, com impacto financeiro aos cofres públicos muito menor do que isso. A “pedida alta” faz parte do jogo de negociação. A contraproposta mínima também.
Para os servidores, o que mais pesa é o reajuste salarial. A proposta da prefeitura de repor 1,69%, equivalente ao INPC da data-base, apenas a partir de janeiro de 2019 é dura porque itens de maior necessidade do dia a dia, como gasolina, transporte, gás de cozinha e alimentação, ficaram bem mais caros do que o índice inflacionário sugere, principalmente depois da greve dos caminhoneiros. Haveria uma perda de consumo considerável até lá.