Prefeitura ainda não sabe como vai pagar o parcelamento do reajuste salarial dos servidores

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Encerrada a greve dos servidores públicos de Blumenau, a prefeitura tem um grande abacaxi para descascar: de onde tirar os R$ 2,5 milhões, impacto financeiro projetado, necessários para pagar duas parcelas de 0,5%, uma em agosto e outra em dezembro, do reajuste salarial de 1,69% da categoria – os outros 0,69% ficarão para janeiro de 2019 – ainda neste ano?

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A resposta para esta pergunta ficará a cargo do comitê gestor, o núcleo duro do governo, que nos próximos dias vai se debruçar sobre o orçamento para identificar possíveis áreas de corte de despesas ou ações que possam gerar a entrada de novos recursos aos cofres municipais.

A situação financeira do município segue delicada e todo esse período de impasse com o funcionalismo indica que o Executivo realmente não tinha muita margem de manobra. O próprio prefeito Mário Hildebrandt (PSB) admite que ainda não sabe como vai pagar essa conta:

— O recurso não existe ainda. Nós vamos ter que cortar alguma ação.

A prioridade era restabelecer a normalidade dos serviços públicos, o que a nova proposta feita pelo poder público aos servidores, que vinha sendo gestada já há alguns dias, garante por enquanto. Resta saber de onde virá o dinheiro. Áreas essenciais, como saúde e educação, não devem ser afetadas.

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Hildebrandt determinou que o comitê gestor traga um sinal de luz até o final deste mês. A prefeitura terá de se desdobrar para cumprir a promessa, sob o risco de ser acusada de passar um cheque sem fundo.