Sem usar amianto, fabricante de telhas e caixas d’água de Cricíuma aumenta vendas em 60% em 2017

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Em meio à mais grave recessão da história recente da economia brasileira, a Imbralit, fabricante de telhas e caixas d’água de plástico, fez o dever de casa. Reduziu custos e fortaleceu ações comerciais para compensar o desaquecimento da construção civil, um dos setores mais atingidos pela crise nos últimos anos.

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As medidas ajudaram o caixa, mas a empresa de Criciúma contou com alguma dose de sorte para aumentar as vendas em 60% – o faturamento subiu 8,5% – em 2017: a proibição, por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), do uso do amianto na fabricação desses produtos.

Estudos indicaram que a fibra de origem mineral, além de provocar danos ao meio ambiente, também é cancerígena. Como não usava a substância em suas linhas desde 2015, a Imbralit deu um passo à frente da concorrência, que agora corre para se adaptar às novas regras.

— Terminamos o ano com a capacidade instalada praticamente tomada — diz o diretor Leandro Buciani.

​​​​​​Nova linha de produção

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A nova realidade, associada a projeções de retomada da construção civil, fez a empresa reavaliar um plano de expansão que estava na gaveta desde que a economia começou a piorar. Há duas opções sobre a mesa da diretoria: instalar uma nova linha de produção na planta em Criciúma ou construir uma fábrica em outra região do país.

Neste segundo caso, serão levados em consideração eventuais incentivos fiscais oferecidos por demais estados. Aspectos logísticos também vão contar. Segundo Buciani, o investimento pode chegar a R$ 30 milhões, com potencial para criar até 100 novos empregos.