Como em todo período de instabilidades, há setores da economia que passam ao largo da recessão. Em Santa Catarina, um deles é o de cervejas artesanais. Fabricantes catarinenses da bebida estimam um crescimento de 20% neste ano. A projeção consta em uma pesquisa feita pelo Sebrae em parceria com a federação estadual que representa as associações de micro e pequenas empresas (Fampesc) e a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva).
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Os detalhes do levantamento serão apresentados nesta quinta-feira em Balneário Camboriú. No mesmo evento, marcado para as 14h no Hotel Germanium, também ocorrerá uma palestra sobre canais de vendas para cervejarias e um workshop que destacará Santa Catarina como destino cervejeiro. A iniciativa é do Grupo de Trabalho Turismo Cervejeiro, que a Fampesc coordena junto à Secretaria de Estado do Turismo, Cultura e Esporte.
Um dos destaques que serão apontados pelo estudo é a maior profissionalização desse tipo de negócio no Estado. A maioria das cervejarias pesquisas (72,3%) já tem produção em fábrica própria. Praticamente metade (49,2%) dos respondentes também diz ter feito cursos de tecnologia ou produção cervejeira.
Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) de 2017 mostram que Santa Catarina é o quarto estado brasileiro em número de cervejarias – eram 78 cadastradas no Mapa, número que certamente já aumentou em 2018. Isso dá quase uma cervejaria para cada 90 mil habitantes, a segunda maior densidade cervejeira entre as unidades da federação.
Caminho aberto
O Brasil tinha, em 2017, apenas 679 cervejarias artesanais legalizadas, que respondem por 1,5% do faturamento do mercado nacional da bebida. Ou seja, há muito espaço para crescer ainda mais.