A bailarina brasileira Amanda Gomes, 22 anos, formada pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville, recebeu indicação para o Benois de La Dance 2018, o “Oscar” do balé. Depois de conquistar as principais premiações em competições de dança, ela foi indicada como melhor bailarina em 2017, com destaque por sua performance no papel principal do Balé “Esmeralda”.
Entre as concorrentes deste prêmio estão Svetlana Zakharova, 38 anos, Primeira Bailarina do Teatro Bolshoi de Moscou; Ako Kondo, 28 anos, Principal Bailarina do Australian Ballet; Sae Eun, 28 anos, Primeira Bailarina da Ópera Nacional de Paris, e outros grandes nomes do cenário mundial.
O prêmio foi criado em Moscou pela União Internacional da Dança e apresentado ao público, pela primeira vez, no palco do Teatro Bolshoi em 29 de abril de 1992, pelo então Presidente da União e famoso coreógrafo Yuri Grigorovich, que também é Diretor Artístico e Presidente do Júri. O evento premia vários setores no meio da dança, entre bailarinos, coreógrafos e profissionais da área pelo trabalho realizado no ano anterior.
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Deborah Colker, Jorge Du Peixe/Berna Ceppas e Gringo Cardia, também representam o Brasil e concorrem em suas categorias pelo espetáculo “Cães sem pluma”, da Cia. de Dança Deborah Colker.
A cerimônia de premiação é dedicada ao Dia Internacional da Dança, comemorado em 29 de abril. Os vencedores do Prêmio serão anunciados em uma Gala, que contará com a participação de premiados e diplomados, em um evento que acontece nos dias 05 e 06 de Junho de 2018 no palco do Teatro Bolshoi em Moscou.
A estatueta Benois de La Danse foi criada pelo escultor francês Igor Ustinov, que representa a famosa família artística BENOIS. Em 1992, a Unesco assumiu o patrocínio do Prêmio e, em 1996, a premiação anual foi incluída no Programa da organização, como a “Década Mundial da Cultura”. Desde 2002, todos os eventos foram realizados no palco do Teatro Bolshoi. Para a bailarina Amanda foi uma grande surpresa ter recebido essa indicação.
– Ainda não acredito que fui indicada para uma premiação dessa magnitude no mundo da dança. Sou muito grata a todos que torcem por mim e que me acompanham nessa carreira tão difícil que é a de uma bailarina. Fico orgulhosa de representar o Brasil e incentivar tantos outros e seguirem esse caminho, tudo isso é fruto de muito trabalho, mas de muito amor pelo que eu faço. Esta é uma grande conquista e eu agradeço muito a Deus por isso – comenta Amanda.