Participar de atos em frente a quartéis em SC pode acabar em cadeia; entenda

Decisão vale para a Comarca da Joinville

Compartilhe:

Polícia Militar/Divulgação

O apenado em progressão de regime em Joinville que participar dos atos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em frente aos quartéis voltará à penitenciária. A decisão é do juiz João Marcos Buch e se refere a um deferimento de progressão de regime de um homem do semiaberto ao aberto.

Continua após a publicidade

Receba as principais notícias de Santa Catarina pelo WhatsApp

O magistrado, em sua decisão, cita o “termo de advertência a vedação de participação em tais movimentos, que na comarca de Joinville, concentram-se especialmente na Rua Ministro Calógeras, no entorno do 62º Batalhão de Infantaria. Tudo sob pena, em tese, caracterização de falta grave, e conforme o caso, regressão de regime”.

Continua após a publicidade

Buch cita ainda no despacho “a existência de relatos informais de que alguns apenados do regime aberto, regime semiaberto com tornozeleira, em penas alternativas etc, estariam participando, nas palavras do Ministro Alexandre de Moraes, dos movimentos criminosos e antidemocráticos que, inclusive com graves ameaças e violência vêm obstruindo diversas rodovias e vias públicas em todo o Brasil”

Em conversa com a coluna, o magistrado explicou que a medida vale para todos:

— A regra vale para todos, pois é considerado um ato contrário à lei. Seria como dizer que o egresso será cientificado de que não pode cometer outro crime, como furtar,
traficar etc, o que é desnecessário, pois não pode por lei. Nesse caso, resolvi, como um plus, cientificar cada um que a participação em atos em frente aos batalhões, porque podem ensejar em crime contra as instituições democráticas, pode resultar em regressão de regime — explicou.

Leia mais:

Caos na BR-376 foi tragédia anunciada; saiba o que falhou

Continua após a publicidade

A doação que transforma de verdade a vida das pessoas

Fisioterapeutas poderão diagnosticar e indicar tratamento; entenda

Continua após a publicidade

O “braço do Agro” que apoia Lula e defende criação de ministério