Líder nacional do emprego em 2017, Joinville ainda precisa recuperar mais de 10 mil vagas para o mercado de trabalho retomar a patamar anterior à crise. Em novembro de 2014, a cidade contava com 201,3 mil trabalhadores com carteira assinada. Foi o pico histórico. O ano passado encerrou com 190,9 mil empregados contratados por meio da CLT.
Ou seja, só para repor o terreno perdido, são necessárias 10,4 mil novas vagas, fora ainda os empregos necessários para atender aos jovens que estão ingressando no mercado de trabalho. Sozinha, a indústria representa mais de 9 mil postos de trabalho a serem recuperados.
O resultado do ano passado, ainda que recorde nacional, com mais de mil vagas de vantagem sobre o segundo colocado (Aparecida de Goiânia), está distante ainda dos melhores desempenhos da cidade catarinense, sendo apenas o sétimo melhor desde 2002, ano de início da série histórica divulgada pelo Ministério do Trabalho. Em 2007 e 2010, surgiram mais de 11,5 mil empregos anuais. No ano passado, depois de dois anos de balanços negativos, Joinville conseguiu abrir 5,6 mil vagas. Foi esse desempenho que garantiu a liderança nacional.
Por setor
Foi a combinação dos resultados dos setores de serviços e da indústria que fez Joinville ficar em primeiro no ranking nacional do emprego. Nenhuma cidade do País abriu tantas vagas no setor industrial, com 1,8 mil novos postos de trabalho. Em serviços, Joinville criou 2,8 mil vagas e ficou em segundo no País. Na média, o 11º lugar nacional em empregos no comércio também ajudou. Mas se o levantamento só levasse em conta a construção civil, Joinville teria ficado em 134º no ranking nacional.