Com alertas, trânsito de cargas perigosas na Serra Dona Francisca está em discussão há quase dez anos

Acidentes de 2015 reforçaram debate sobre tema

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Rio Seco teve formação de espuma após vazamento (foto: Prefeitura de Joinville, Divulgação)

Tema em discussão há quase uma década, após dois acidentes em sequência em 2015, o trânsito de cargas perigosas na Serra Dona Francisca voltará à pauta após o acidente na manhã desta segunda-feira em Joinville – o vazamento de produto químico levou à interdição da SC-418 e à suspensão, por prevenção, da captação de água na estação de tratamento do Cubatão. A estação, próxima da estrada estadual, volta a operar quando testes de amostras de água comprovarem que não há riscos.

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“Esse é o momento de aprovar a restrição às cargas perigosas”, diz o deputado federal Darci de Matos (PSD). “Não faltaram alertas, foi sempre o alerta que fiz”, alegou o ex-vereador Fabio Dalonso. Os dois foram autores de projetos com limitações à passagem de cargas perigosas pela rodovia. Uma das propostas, de Dalonso, de proibição de trânsito à noite, foi transformada em lei municipal. O deputado Fernando Krelling (MDB) alega que o tema deve ser retomado. “É uma situação que já deveria estar resolvida”. Também deputado estadual com base em Joinville, Matheus Cadorin (Novo) defende a volta da discussão sobre a SC-418. O deputado Maurício Peixer (PL) vai desengavetar projeto na Assembleia com proposta para restrição ao tráfego de cargas perigosas.

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A discussão sobre o tráfego de cargas perigosas na Serra Dona Francisca ganhou mais intensidade a partir de 2015, quando ocorreram acidentes na rodovia. Os vazamentos atingiram cursos d´água, mas os produtos foram contidos, sem impacto na captação da estação do Cubatão. Ainda naquele ano, o então deputado estadual Darci apresentou projeto com proibição de cargas perigosas no trecho entre Campo Alegre e Joinville – a matéria foi arquivada após resistências.

Na Câmara de Vereadores, também houve mobilização pela proibição, com apoio de vários vereadores. A então Fundação Municipal de Meio Ambiente (Fundema), atual Secretaria de Meio Ambiente, passou a defender a restrição às cargas perigosas, também há quase uma década. Com o novo vazamento, a questão vai voltar.

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