A utilização parcial do prédio da antiga escola Conselheiro Mafra para instalação do complexo de trânsito em Joinville vai reduzir os custos com a reforma. Se fosse mantido o plano original, com ocupação de todo o imóvel, a restauração custaria R$ 3 milhões. Mas como a ala histórica não será usada, a reforma ficará em
R$ 800 mil. Os planos da Polícia Civil são reativar a Delegacia de Trânsito e instalar a Ciretran, do núcleo para recursos de multas e até o Detrans, o órgão municipal de trânsito. Mais adiante, bombeiros militares poderiam atender no espaço. A unidade especializada em trânsito foi desativada com a criação da Delegacia de Homicídios.
Neste momento, estão sendo procuradas fontes de recursos para bancar a reforma. Se a Conselheiro Mafra for utilizada, ficam zeradas as demandas por ocupação de espaços deixados por escolas estaduais.
A ala antiga do Germano Timm ficou com o Instituto Festival de Dança; a Monsenhor Scarzello foi assumida pelo município; a Secretaria de Proteção Civil ocupou a Maestro Francisco Manoel (Vila Nova); e a Elpídio Barbosa e CEI Padre Carlos (vizinho da Conselheiro Mafra, foto) foram cedidos para entidades.
Recorde de ações trabalhistas
A proximidade com o início da vigência da reforma trabalhista fez disparar em Joinville a apresentação de novas ações na Justiça do Trabalho, em fenômeno observado no restante do país. Só em novembro foram 1,1 mil novos processos, quase o dobro do mesmo mês em 2016. Cerca de 25% das 8 mil novas ações trabalhistas apresentadas nas cinco varas em Joinville ingressaram entre outubro e novembro. A reforma passou a valer em 11 de novembro.
Nova reforma na administração
A incorporação da Secretaria de Desenvolvimento Rural pela Secretaria de Meio Ambiente, proposta da prefeitura de Joinville a ser aprovada hoje pelos vereadores, fará com que a cidade com maior população rural de Santa Catarina fique sem uma pasta específica para a agropecuária. Pelo último Censo, 17,5 mil
pessoas de Joinville moram fora da área urbana. A mudança é encarada pela prefeitura como mais uma medida para reduzir o número de estruturas na administração municipal. Não há, pela primeira vez no governo Udo, expectativa de nova reforma no futuro depois da alteração a ser aprovada pelos vereadores.