Distante como candidato, Udo aguarda pelo governo de Pinho

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Afinado com Eduardo Pinho Moreira, o prefeito de Joinville, Udo Döhler está cada vez mais distante da possibilidade de concorrer ao governo do Estado e aparentemente aguarda o desempenho do vice como governador no mandato-tampão para tomar uma decisão sobre 2018: se o novo governo vitaminar a possibilidade de Pinho concorrer a governador, são boas as chances de vir a contar com apoio do prefeito de Joinville. Se não der, aí sim, Udo vai de Mauro Mariani.

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Por enquanto, o prefeito nada fala, mas a proximidade maior é com Pinho. Se as prévias propostas por Mariani fossem realizadas hoje, o presidente do PMDB provavelmente venceria – o deputado não iria propor algo contra seus interesses. Por isso Udo já se disse contra a consulta interna neste momento e Pinho Moreira não endossou a ideia.

Talvez seja melhor esperar pelo prazo fatal das convenções, 5 de agosto: até lá, com a licença de Colombo em fevereiro e a renúncia do governador em abril para concorrer ao Senado, o atual vice-governador terá seis meses para reconquistar terreno dentro do PMDB e se credenciar como nome da tríplice aliança também defendida por Udo, sem nada de coincidência.

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O prefeito de Joinville só fala em mensagens cifradas sobre 2018, como estar disponível, sem confirmar nem negar a candidatura, embora não mexa um dedo para concorrer (no máximo, além do monitoramento via celular, vai a Florianópolis se inteirar dos movimentos, dar sugestões, ouvir recados).

Para quem tem de renunciar em 75 dias para ficar apto a concorrer, o processo teria de estar muito mais adiantado. Mas é do jogo manter o nome disponível, desobriga a abrir apoio a outro nome neste momento. Mas no andar do governo Pinho, sai a decisão de Udo.

O vice

Uma demonstração da distância pela disputa ao Centro Administrativo é a ausência no governo Udo de preparação para a eventualidade de o vice Nelson Henrique Coelho assumir o governo. Coelho acompanha o prefeito em audiências, eventos e visitas, mas não faz parte do núcleo de decisões da administração, um grupo reduzido que se alarga mas não muito – conforme o tema em análise. E até hoje Coelho não foi nomeado para nenhum cargo – no primeiro mandato. Rodrigo Coelho comandou a então Fundação Cultural na época.

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É diferente de Blumenau, por exemplo, onde o vice Mário Hildebrandt ocupa a Secretaria de Mobilidade (o prefeito Napoleão Bernardes poderá sair para concorrer). Udo também não participa de nenhum movimento para ser escolhido como candidato. Até uma simples viagem a uma cidade um pouco mais distante é evitada para não criar especulações de estar percorrendo o Estado.

Feijoada

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No sábado, feijoada beneficente organizada reuniu lideranças políticas em Balneário Barra do Sul. Pelas contas dos organizadores, em torno de mil pessoas estiveram no evento, com renda de R$ 7 mil para a Apae. Entre os presentes, o senador Paulo Bauer e os deputados Marco Tebaldi e Darci de Matos. Na imagem, o advogado e ex-deputado João Norberto Coelho Neto, o empresário Adelir Alves, o vereador Odir e o ex-vice-prefeito João Gaspar Rosa.

Leia mais notícias na coluna de Jefferson Saavedra