O DNIT está debruçado no projeto da BR-280 para atualizar os custos da duplicação e das desapropriações entre o trevo do Itinga e o acesso a Balneário Barra do Sul, um trecho em Araquari. O trabalho atende a pedido do Ministério dos Transportes, cobrado para que a obra seja realizada em 2018, afinal, o orçamento da União ganhou previsão maior justamente para bancar esse trecho. Licitado desde 2014, o lote 1 (São Francisco do Sul e Araquari) ainda não iniciou.
Será bem mais
Em estimativa anterior, preparada para o governo do Estado, o custo do alargamento seria de R$ 30 milhões. Mas não seria uma duplicação completa do trecho, como está sendo pretendido agora, apenas uma ampliação. Em quilometragem, esse local representa quase um terço de um lote de 36 km licitado em 2014 ao custo de R$ 305 milhões. Portanto, o custo pode se aproximar dos R$ 100 milhões (há dois viadutos, pontilhões e acessos a Araquari).
Sem abertura
Depois da conclusão da abertura da Marquês de Olinda, ainda no governo Tebaldi, obras dessa modalidade não saíram mais do papel em Joinville. E não faltaram propostas. No caso da Max Colin e da Almirante Jaceguay, até houve inclusão em financiamento do BNDES, a ser pago pelo Estado, mas a Prefeitura não teve dinheiro para as desapropriações e as duas aberturas estão esquecidas.
No papel
Mas tem mais. No PAC da Mobilidade, assinado em 2015 e em revisão, está prevista uma abertura entre a Florianópolis e a Monsenhor Gercino e dois prolongamentos da Urussanga (ao Norte e ao Sul). Não houve licitação para nenhuma das obras e não se sabe se serão mantidas na versão revisada do PAC.
O que é prioridade
Praticamente pronto, o elevado da Santos Dumont com a Tuiuti custou R$ 27 milhões ao governo do Estado, incluindo projeto, obra e supervisão. Esse custo explica, em parte, porque sucessivas administrações municipais jamais encararam uma construção do tipo: a conclusão sempre foi de que pavimentação ou pontes teriam prioridade no uso do dinheiro. Não há neste momento nenhum outro elevado previsto para a Joinville, nem mais um na Santos Dumont (com a Arno Waldemar Döhler) nem no Distrito Industrial, como chegou a ser cogitado.
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