Economia reage em Joinville, mas recuperação ainda precisa avançar

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Um conjunto de indicadores mostra momento melhor na economia de Joinville, mas ainda há um caminho a ser percorrido para consolidar a recuperação. Mesmo na criação de empregos, destaque nacional, ainda existe um déficit a ser revertido. Ainda assim, os resultados de 2017 plantaram otimismo para 2018 _ que já está com boa arrancada.

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Os 5,5 mil empregos criados por Joinville colocaram a cidade na todo do ranking nacional de geração de vagas no mercado formal. Foi o primeiro resultado positivo depois de dois anos até então inéditos de saldos no vermelho, se levada em conta a série iniciada em 2002. Comparativamente, em um país com 5,5 mil cidades, o desempenho de Joinville foi estupendo.

Só que o resultado, mesmo que somado com o desempenho de janeiro passado, recuperou pouco mais da metade dos 13,3 mil postos de trabalho eliminados pela crise nos dois anos anteriores. Setor mais atingido pela crise, a indústria perdeu para os serviços a liderança histórica em contingente de trabalhadores empregados em Joinville. Em 2018, com apenas os dados de janeiro disponíveis, a contratação mostrou um bom desempenho, com mais vagas surgidas na comparação com o início do ano passado.

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Em recuperação no emprego, a indústria de Joinville também avançou no mercado externo: as exportações voltaram a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão em vendas em 2017, superando o desempenho dos dois anos anteriores. Ainda assim, o patamar pré-crise, na faixa de US$ 1,2 bilhão em produtos vendidos no exterior, ainda não foi reconquistada. O início de 2018 permite mais otimismo porque em apenas dois meses, as exportações renderam R$ 175 milhões, um salto de 23% se comparado com os dois primeiros meses do ano passado. As compras dos Estados Unidos, Argentina, Itália e Alemanha, deram as maiores contribuições no resultado, elevando as compras da produção de Joinville.

O impacto da relativa recuperação também chegou às contas da Prefeitura. A receita líquida avançou 5,8% na comparação com o exercício anterior, um bom desempenho para um ano com inflação de 2,06%. O índice de crescimento é até maior se a análise levar em conta dos recursos realmente disponíveis, com exclusão de ganhos previdenciários. O discurso de possibilidade de atrasos nos salários do funcionalismo, tão onipresente nos dois anos anteriores, foi engavetado – ainda que o município continue enfrentando escassez, com dificuldade até para manutenção da estrutura urbana.

A lista de indicadores se mantém. A queda no consumo de energia não se repetiu no ano passado e até cresceu 3,3%. Se comparação for feita entre janeiro passado e o mesmo mês em 2017, a Celesc aponta avanço de 4,4% maior. Em outra régua de medição da movimentação econômica, a frota de veículos licenciamentos teve um incremento proporcional superior aos três anos anteriores – mais uma vez a necessidade do asterisco: houve recuperação, mas a performance desse mercado já foi melhor. Ou seja, peneirando os indicadores econômicos de Joinville, a regra é encontrar melhorias, mas sempre com a ressalva de que a recuperação não é total.

Volta do emprego na construção

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A construção civil não teve recuperação tão graúda em Joinville ao longo do ano passado, mas pelo menos voltou a criar vagas depois de dois anos no vermelho, em fenômeno que se repetiu nos demais setores do mercado de trabalho. Há ainda um déficit a ser recuperado porque a construção eliminou quase mil postos de trabalho em dois anos e 2017 trouxe menos de 100 vagas de volta. Além disso, a metragem autorizada na cidade, de 60 mil metros quadrados na média mensal, foi a mais baixa dos últimos anos. Já a receita de ITBI, por outro lado, um imposto cobrado na compra e venda de imóveis e também termômetro do mercado, passou de R$ 37,6 milhões para R$ 41 milhões. Ou seja, na mescla de indicadores, a recuperação ainda é tímida, mas há sinais de recuperação.

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