Há 30 anos, proposta “favorita” para elevado em Joinville era outra

Ideia foi substituída pelo contorno ferroviário

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No passado, busca era por construção de elevado no final da avenida Getúlio Vargas (foto: Mauro Schlieck, CVJ, Divulgação)

Há três décadas, o elevado mais cotado para sair do papel em Joinville era previsto para a avenida Getúlio Vargas, sobre a linha do trem. A proposta do contorno ferroviário ainda não havia se consolidado e o pedido era de construção de estrutura para os demais veículos cruzarem sobre a ferrovia. A ideia foi abandonada mais tarde com o projeto do contorno, que até chegou a ser iniciado, mas logo as obras foram paralisadas. E pela proposta de orçamento federal para 2025, com montante reduzido, a retomada a curto prazo é improvável. O atual elevado “favorito” em Joinville, na Ottokar Dorffel com a continuação da Marquês de Olinda, sem uso ferroviário, também não vai sair: será instalada uma rotatória no local.

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No início dos anos 90, Joinville tinha em torno de 350 mil moradores. A passagem de trens de carga no perímetro urbano já era tema de discussão, mas ainda concentrada nos elevados. Em 1992, o deputado federal e candidato a prefeito Luiz Henrique da Silveira apresentou emenda ao orçamento da União para a construção. A obra não saiu e o tema mudou de foco nos anos 2000.

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Imagens da ferrovia em Joinville

Com a criação do Programa Nacional de Segurança Ferroviária nas Áreas Urbanas, a busca em Joinville passou a ser pelo contorno, um novo ramal para que o trem cruzasse o município fora do perímetro. Os motivos da passagem pela área urbana, como transporte de passageiros e fornecimento de matéria-prima para empresas praticamente não se justificavam mais. O então Ippuj fez análises e, em 2004, foram concluídos os estudos ambientais, realizados por empresa contratada pela prefeitura. O DNIT começou as obras em 2009, com paralisação dois anos depois: solos moles foram encontrados e o projeto teve de ser refeito.

O traçado previsto para o contorno teve de ser alterado por causa do crescimento de Araquari, com necessidade de novo licenciamento para o segmento. A preparação para a retomada continua em andamento, mas sem previsão de obra agora estimada em R$ 500 milhões. O contorno ferroviário é um novo ramal de 17,4 km de extensão, utilizado para movimentação de cargas para o Porto de São Francisco do Sul.

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