No decreto do reajuste da passagem de ônibus, divulgado na manhã da última quarta-feira, a prefeitura de Joinville citou a decisão judicial do final de 2015, com a determinação para que os aumentos acompanhem a planilha de custos. A liminar foi concedida a pedido das empresas, temerosas com eventual defasagem. Assim, a tarifa antecipada, comprada com antecedência, passa dos atuais R$ 4 para R$ 4,30 a partir de 2 de janeiro. A passagem embarcada, comprada dentro do veículo, sobe de R$ 4,50 para R$ 4,65. Mas se a prefeitura tivesse cumprido promessas no setor, o custo do transporte poderia menor.
A grande aposta – os corredores de ônibus, parte da malha de 55 km de vias do transporte coletivo a receberem investimentos – não deslanchou, ainda que o contrato de R$ 105 milhões tenha sido assinado em janeiro de 2015. Tinha até previsão de BRT na Beira-rio. Apenas a revitalização da rua São Paulo, uma ligação entre o Sul e o Centro andou, ainda que inconclusa. Com os corredores, as viagens ficam mais rápidas, reduzem os custos e deixam o sistema mais atrativo.
Ao longo do primeiro mandato, o governo Udo apontou que tais investimentos ajudaram a reduzir o valor da passagem. Em outro programa, só um terço dos R$ 2,5 milhões para novos abrigos de ônibus foram usados. Já a possibilidade de subsídio de até 50% na passagem até 2025, prevista no Plano de Mobilidade, está descartada por ora, não há nem em estudo neste momento. Ou seja, parte das ações previstas para “priorizar” o transporte coletivo não saíram do papel.
Um sistema que transportou 130 mil pessoas por dia (um usuário que usou duas passagens, conta duas vezes, por exemplo) no início da década, fechou o ano passado com 108 mil pessoas movimentadas diariamente, mantendo uma queda iniciada nos anos 90.