Para atrair navios gigantes, SC aprofunda canal portuário, em obra de R$ 333 milhões

Dragagem foi concluída e agora entra em fase de aferição dos resultados

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Calado de acesso à baía da Babitonga será ampliado (foto: Divulgação)

A dragagem do canal de acesso aos portos da baía da Babitonga foi concluída, com a remoção de 12 milhões de metros cúbicos de sedimentos do fundo do mar. Agora, a etapa é de aferição dos resultados, em procedimento com duração entre 30 e 45 dias – a batimetria será realizada em cinco pontos da baía. A fase final será de homologação pela Marinha do Brasil, com prazo de até 120 dias. Na sequência, será permitida a navegação de embarcações de maior porte. 

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Imagens dos portos de São Francisco do Sul e Itapoá

O aprofundamento do canal externo da Babitonga foi simultâneo ao alargamento de praias em Itapoá: em torno de 7 milhões de metros cúbicos de areia foram utilizados na recomposição costeira, em trabalho encerrado no final de agosto. Foi a primeira vez no Brasil em que sedimentos de dragagem portuária foram usados em recuperação da faixa de areia, com 8,8 km da orla de Itapoá contemplada. O restante da areia sem uso nas praias foi levado para bota-fora em alto-mar.

A aprofundamento do canal tem objetivo de ampliar o calado de 14 para 16 metros, possibilitando a passagem de navios com até 366 metros de comprimento e 52 metros de boca. A largura do canal varia entre 160 metros (trechos retilíneos) e 244 metros (curva). Com a dragagem, conforme o projeto, as medidas passarão a ter a variação entre 260 e 280 metros (curva), além dos dois metros adicionais no calado.

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A dragagem inclui duas áreas adicionais para reduzir o assoreamento, como forma de aumentar a vida útil da intervenção. As áreas são conhecidas como “armadilhas”. Além de permitir cargueiros maiores, o aprofundamento do canal também possibilita a passagem de embarcações mais carregadas. O Porto Itapoá, por exemplo, estimou a ampliação da capacidade em até dois mil contêineres a mais, por navio.

R$ 333 milhões

As obras na baía da Babitonga foram contratadas pelo Porto de São Francisco do Sul, com custo inicial de R$ 333 milhões (incluindo supervisão). A maior parte dos recursos, R$ 300 milhões, foram desembolsados pelo Porto Itapoá, em antecipação de tarifas portuárias. O investimento privado será devolvido de modo parcelado até 2037, baseado no adicional de tarifas portuárias geradas pelo acréscimo no número de navios e aumento no volume de carga movimentada, a partir da conclusão da obra de aprofundamento, conforme informado pelo Porto de São Francisco do Sul.

Draga Galileo Galilei foi usada nas obras