Parada há oito anos, obra da Costa do Encanto terá tentativa de acordo

Decisão judicial de 2016 determinou novos estudos ambientais

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Costa do Encanto foi tema da reunião da bancada do Norte na Assembleia (foto: Vicente Schmitt, Agência AL, Divulgação)

Paralisadas há quase oito anos, as obras de asfaltamento da estrada entre a Vila da Glória (São Francisco do Sul) e Itapoá ainda não tem prazo de retomada, mas há possibilidade de um acordo. Esse foi o encaminhamento da reunião da bancada do Norte na Assembleia Legislativa, realizada na quarta-feira. Além dos deputados da região, o encontro teve a participação do MPF, PGE, Secretaria de Infraestrutura e prefeituras de São Francisco do Sul e Itapoá. O trecho faz parte da Costa do Encanto, um projeto de pavimentações em estradas litorâneas no Norte, com propostas turísticas e de desenvolvimento social.

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A nova reunião da bancada do Norte será realizada ente o final de novembro e início de dezembro, para discussão de eventual acordo. A composição seria uma forma de antecipar o retorno da pavimentação do segmento de quase 10 km de extensão. No curso normal das tratativas para a retomada, há necessidade de contratação de estudos ambientais para a Costa do Encanto. O termo de referência da licitação, a ser realizada pelo Estado, está em fase final de ajustes. Depois, será a vez de lançamento da concorrência e elaboração dos estudos. Ainda é preciso definir uma fonte de recursos para as obras.

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 As obras pararam em janeiro de 2016, após decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em ação do Ministério Público Federal iniciada em 2007. A retomada ficou condicionada à realização de estudo de impacto ambiental. A ação do MPF foi referente ao conjunto de obras do Costa do Encanto: a pavimentação em São Francisco do Sul era a única em andamento naquele momento.

O MPF entrou com ação alegando que o licenciamento das obras foi fracionado por trechos, com cobrança por estudos levando em conta a Costa do Encanto como projeto único. Além disso, os estudos deveriam ser mais complexos. Após a decisão judicial, começaram as tratativas entre MPF e Estado para o cumprimento da sentença. O modelo de licenciamento escolhido foi o ECA, estudo de conformidade ambiental, aplicado também em obras já realizadas.

A divergência seguinte foi sobre os trechos a serem incluídos no ECA: a questão de fundo é definir o que é a Costa do Encanto, quais pavimentações realmente fazem parte. O Estado não queria a inclusão de segmentos meramente aventados, sem nem projeto pronto. Os estudos devem contemplar em torno de 140 km.

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