Qual o futuro dos projetos de reforma da Previdência de Joinville

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Nesta semana, as comissões de Finanças e de Saúde aprovaram pareceres de dois dos três projetos de reforma (Foto: Mauro Schlieck, CVJ, Divulgação)

A resistência de servidores e o empenho da oposição estão deixando a busca pela aprovação da reforma da Previdência bem mais difícil para a base governista, ainda que conte com a maioria entre os vereadores. Com isso, a votação prevista inicialmente para abril começará apenas, provavelmente, em junho, com dois dos três projetos. A proposta com mais impactos nas regras previdenciárias só deve ir a plenário em julho, em versão mais branda em relação ao projeto inicial.

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A Câmara de Joinville recebeu os três projetos no final de fevereiro da prefeitura. As motivações da prefeitura são conhecidas: redução do déficit atuarial, uma conta mensal de R$ 3 milhões que poderá elevação exponencial nos próximos anos se nada for feito e renovação do certificado de regularidade previdenciária, pendência provocada pela falta de adequação da alíquota dos servidores. Em abril, após 14 vereadores montarem um pacote de emendas para flexibilizar a reforma, com concordância do Executivo, tudo indicava que a reforma seria votada em abril.

A pretensa folga de votos não foi suficiente. A cobrança por audiência pública foi intensa e a discussão foi realizada em maio. A pressão por verificação de dados contábeis previdenciários, conhecida como “auditoria” foi intensa durante a tramitação nas comissões de Finanças e de Saúde.

O Sindicato dos Servidores de Joinville, com apoio de grupos de auditores e de procuradores, conseguiu convencer as comissões sobre a necessidade da auditoria, embora o plano A continue, de insistência na retirada dos projetos. O tema da auditoria ganhou mais relevância porque adversários da reforma questionam a composição do déficit atuarial, a principal alegação do Executivo para mexer nas regras da Previdência.

Até os vereadores favoráveis à reforma acabaram concordando. O acordado das comissões de Finanças e de Saúde com o Sinsej é que um especialista seja contratado até o dia 10 e faça o trabalho em 30 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 15 dias. Portanto, o principal projeto só deverá ser votado em julho. Há um questionário de 22 perguntas sobre dados previdenciários a serem respondidos por quem for contratado. A composição do cálculo atuarial domina as perguntas, mas também aparecem temas como venda de imóveis nos anos 90, taxa de administração, investimentos realizados no passado etc.

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Ainda há outra questão. Os vereadores favoráveis à reforma estão preparando mais emendas para flexibilizar a proposta, algo que preocupa mais o governo Adriano Silva do que a auditoria (há confiança que os dados previdenciários estão corretos): o temor é que o projeto fique desidratado e o déficit atuarial continue elevado.

Enquanto o projeto principal ficou para julho, as duas outras propostas (emenda à Lei Orgânica e criação da Previdência complementar) já passaram pelas comissões estão se encaminhando para a votação em plenário. Mas a oposição já conseguiu adiamentos na semana passada da por meio da apresentação de emenda e de pedidos de vista, expediente que poderá ser usado novamente nas próximas sessões. Ou seja, ainda há muita disputa pela frente.

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