Sem campanha por voto regional em Joinville

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Berço das campanhas pelo voto regional, Joinville mais uma vez não terá  campanha formal em defesa do voto em candidatos locais. Sucesso em 1994, a campanha Vote Certo, Vote por Joinville motivou iniciativas semelhantes em outras cidades do Estado, ainda que não viesse a ser reeditada no mesmo formato no colégio eleitoral de origem. Para 2018, nenhuma entidade empresarial programou iniciativa semelhante, ainda que, evidentemente, exista a defesa do aumento da presença de mais deputados de Joinville na Assembleia e na Câmara. Na Associação Comercial de Joinville (Acij), líder da mobilização pioneira, campanhas específicas de voto regional são entendidas como estratégias que já cumpriram sua função, não teriam hoje mais tanta eficiência.

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O resultado da eleição de 1990 estimulou a campanha de Joinville. Naquela disputa, a cidade elegeu apenas um deputado estadual, o ex-prefeito Wittich Freitag, e um federal, o também ex-prefeito Luiz Henrique da Silveira. Também eleito para a Câmara dos Deputados, Paulo Bauer tinha atuação em Joinville, mas a conquista da vaga veio principalmente com a votação na vizinha Jaraguá do Sul. A representatividade tão reduzida acendeu o alerta.

A Acij deu a largada da campanha com certo ceticismo interno e indiferença externa. O então presidente da associação, Edgar Meister, era entusiasta e costumava dizer, anos depois, que a condição “presidencialista” da entidade lhe deu autonomia para ir adiante. Como uma campanha eleitoral, a “Vote Certo, Vote por Joinville” foi esquentando com a proximidade da eleição, crescendo em apoios. O apelo pelo voto em candidatos locais era a face mais visível da mobilização, mas foram feitas outras mobilizações, como tentar convencer os partidos a reduzirem o número de candidatos. A lista encolheu sensivelmente em Joinville.

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O resultado foi espetacular, principalmente na comparação com 1990: a bancada de Joinville na Assembleia Legislativa ganhou quatro representantes, com a eleição de Adelor Vieira, Carlito Merss, Eni Voltolini e Sergio Silva. Para a Câmara dos Deputados, Luiz Henrique se reelegeu, ganhando a companhia de José Carlos Vieira.

Mesmo na eleição seguinte, sem campanha aberta, o desempenho foi ainda melhor para a Assembleia Legislativa, com cinco eleitos, além de dois federais. O recall esteve presente. Nas eleições de 2002 e 2006, ainda que o foco do voto regionalizado fossem a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados, Joinville contou com um candidato ao governo do Estado, Luiz Henrique da Silveira. Por cautela, não houve campanha de voto regionalizado para evitar defesa de candidato local em disputa majoritária. Mas mesmo depois, o formato de 1994 não se repetiria.

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