Preocupe-se menos com o que os outros acham de você

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Preocupar-se com a opinião dos outros é uma das características mais comuns do ser humano, e dependendo do grau de preocupação, pode limitar bastante a vida da pessoa. É o famoso “mas o que os outros irão pensar de mim?”. O psicólogo clínico Bayard Galvão, que também é hipnoterapeuta e palestrante, diz que é preciso _ e possível _ aprender a lidar com prováveis opiniões negativas ou rejeição, já que isso ocorre na vida de todo mundo, o tempo todo.

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Existem pessoas, por exemplo, que têm medo de falar em público, pois vai que tenha um “branco”. Ou que não fazem o que gostam, só o que os outros querem. Que não sabem dizer “não”, colocando-se em situações desconfortáveis. Que não sabem se defender numa discussão nem colocar suas opiniões e que não buscam os próprios desejos. Tudo isso por medo de ser rejeitado.

Tem remédio, diz o psicólogo. Em primeiro lugar, é preciso aprender a se valorizar e melhorar a si próprio, independentemente da opinião das outras pessoas. “Cada um de nós tem uma visão do mundo que será diferente dos outros, não sendo inferior nem superior às demais, apenas diferente”, afirma. O primeiro passo para mudar de atitude é ter claro qual a sua cor, peso, maneira de falar, condição financeira, forma de se vestir, crenças religiosas, valores morais e gostos. Dado este passo, atente-se para os seus aspectos positivos, entendendo que eles podem ser negativos para outros.

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“Não espere dos outros que sejam quem não são. Buscar elogios de quem só sabe falar mal de todos não é uma postura muito lúcida”, diz o especialista. Outro conselho: Esperar ser gostado por todos é normal, mas impossível. Dar uma palestra e esperar que todos gostem costuma ter uma probabilidade baixa, ainda mais se tiver muitas pessoas e o grupo for heterogêneo. Fácil um Rabino fazer um discurso e os judeus gostarem, mas se tiver um católico ouvindo, tenderá a não “curtir” muito. Em resumo: No dia a dia, algumas pessoas vão gostar mais ou menos de você. E isso fará parte da vida, não nos restando fazer coisa alguma, salvo aprender a lidar com isso.

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