Aparentemente resolvidos, os problemas de barulho e criminalidade no entorno da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, voltaram com força. O trabalho de fiscalização nos bares e restaurantes contribuiu para uma melhora pontual, mas a entrada do tráfico de drogas na região deixou o cenário mais complicado e voltou a causar incômodo aos moradores da região.

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Os relatos de violência voltaram a surgir, por isso os órgãos de segurança, junto ao Ministério Público, direção da UFSC e prefeitura, decidiram restringir o horário dos estabelecimentos da região da Edu Vieira, onde pelo menos 1 mil pessoas se aglomeram à noite, principalmente entre quinta-feira e o final de semana.

Diante do alto fluxo de pessoas, os traficantes passaram a frequentar o local, segundo o delegado da Gerência de Jogos e Diversões da Capital, Marcos Assad. A Polícia Militar (PM) passou a enfrentar mais dificuldades nas abordagens, inclusive com agressões aos policiais e danos em viaturas.

Diante da volta dos problemas, os órgãos envolvidos na resolução do problema, em encontro com moradores e donos de bares e restaurantes, decidiram que estabelecimentos da região do Bairro Pantanal, no entorno do campus da UFSC, devem fechar à meia-noite. Até então, os estabelecimentos estavam liberados para atender até a 1h, mas novas reclamações de moradores motivaram a mudança.

As proximidades da UFSC são motivo de discussão envolvendo a população e o poder público há anos. Mas, em junho, com a morte de um adolescente em frente a um bar da região, o assunto ganhou força. Pelo novo acordo, os bares não podem mais vender bebida alcoólica para quem não está consumindo dentro do local.

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A Polícia Militar (PM) terá que manter uma viatura no entorno nas quintas e sexta-feiras, enquanto a UFSC fechará os acessos aos estacionamentos com barreiras. Moradores disseram que perturbação ao sossego, tráfico de drogas e disparo de armas de fogo voltaram a ocorrer.

A Polícia Civil, através da Delegacia de Jogos e Diversões, fará fiscalizações quinzenais nos estabelecimentos para verificar documento e o cumprimento das novas determinações. Em um mês, os órgãos voltam a se reunir. Caso não haja melhorias, novas ações restritivas devem ocorrer. A interdição de estabelecimentos não está descartada.

Para todos

A limitação de funcionamento dos estabelecimentos comerciais antes era restrita aos bares e restaurantes da via, mas espaços que são distribuidoras de bebidas também passaram a ter restrições. Isso porque, eles se tornavam a alternativa aos frequentadores depois que os bares fechavam as portas. Por conta disso, o barulho permanecia e causava problemas aos moradores.