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Após resultado ruim na qualidade da água da Beira-Mar Norte, prefeitura e Casan buscam explicações

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Por Ânderson Silva
01/07/2019 - 05h45 - Atualizada em: 01/07/2019 - 21h36
(Foto: Gabriel Lain / Diário Catarinense)

O resultado mais recente da medição de balneabilidade na Beira-Mar Norte, em Florianópolis, publicado pela coluna no final de semana, mobilizou prefeitura e Casan. O levantamento do Instituto do Meio Ambiente (IMA) feito mensalmente apontou que em junho o nível de coliformes fecais no único ponto de monitoramento da praia, no bolsão onde está o monumento da PM, foi de 6.867. O limite para indicar a água própria para banho é de 800.

Segundo a prefeitura, a medição de junho ocorreu em 26 de junho, quando choveu. Por isso, alega, o índice teve uma piora considerável em relação a maio, onde a análise apontou para o índice de 285. A tese, no entanto, não ganha força quando observados os relatórios de chuva da última quarta-feira, no dia da coleta feita pelo IMA.

O colega e meteorologista, Leandro Puchalski, conta que foram entre sete e nove milímetros no período da manhã e 12 milímetros no dia inteiro, conforme dados das estações meteorológicas instaladas na cidade. A medição do IMA na Beira-Mar ocorreu às 11h21min. Em maio, por exemplo, as condições eram semelhantes e o resultado foi diferente.

Diante das informações da quantidade de chuva, o chefe de gabinete do prefeito Gean Loureiro, Bruno Oliveira, disse que a Casan, responsável pelo sistema que promete dar balneabilidade à Beira-Mar Norte, será questionada do resultado e de um possível uso do extravasor. 

A Casan, via assessoria de imprensa, respondeu que o índice de junho “só aumenta os sinais de alerta e atenção dos técnicos”. A companhia afirma que “continua monitorando o sistema com medições semanais e providenciando ajustes sempre que constata alguma irregularidade em válvula, em bomba ou mesmo no sistema de tratamento da URA”.

Durante esta semana, técnicos da Casan vão ao local avaliar a válvula no ponto onde o IMA faz a medição. Da mesma forma que a prefeitura, a companhia também destacou que a coleta da água ocorreu em dia de chuva e diz que poderá dar uma resposta mais precisa depois que a equipe técnica analisar os dados das medições semanais próprias e a unidade onde é feita medição do instituto.

Leia também: Audiência vai debater estudo de impacto ambiental de emissário submarino no Sul da Ilha

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A prefeitura de Florianópolis quer convencer o IMA a fazer análises semanais da água da Beira-Mar Norte. O Instituto, no entanto, só faz isso durante o verão, quando a informação é mais valiosa por conta do aproveitamento das praias. Fora da temporada as medições são mensais. O ponto somente se torna próprio para banho caso o resultado da coleta apresente índice inferior a 800 por três vezes consecutivas. A água da Beira-Mar Norte tinha conseguido uma em maio, mas o resultado de junho interrompeu a sequência que poderia ser positiva.

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Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

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