Olá, bom dia! Está no ar o Café com Ânderson de 7 de janeiro de 2026, quarta-feira. Leia abaixo:

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No PL
O prefeito de Tijucas, Maickon Campos Sgrott, deixou o Progressistas e migrou para o PL. A filiação ocorreu com a bênção do governador Jorginho Mello (PL). Além disso, as conversas passaram por um ponto em comum nas aproximações mais recentes de prefeitos junto a Jorginho: obras nos municípios.

Cinco maiores
A entrada de Sgrott no PL coloca os prefeitos dos cinco maiores municípios de Santa Catarina alinhados ao governador, neste momento. Em Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu e agora Tijucas, Jorginho fez movimentos recentes com promessa de liberação de recursos para grandes obras. Assim, os cinco prefeitos passaram a fazer gestos políticos. Em contrapartida, os aportes estaduais.

Cofres apertados
A realidade é que a maioria das prefeituras de Santa Catarina tem dificuldades para realizar obras de grande porte sem apoios, sejam eles estaduais ou federais. Com um cofre estadual recheado, Jorginho consegue aumentar o tamanho do abraço nos prefeitos, que, dentro de “casa”, estão com cofres apertados para tirar projetos de maior porte do papel.

Perda
A saída de Sgrott do Progressistas representa um peso importante para o partido comandado por Leodegar Tiscoski em Santa Catarina. A prefeitura de Tijucas era a maior sob a gestão da sigla no Estado. A cidade tem pouco menos de 60 mil habitantes, conforme a estimativa mais recente do Censo.

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Eram oposição, mas agora…
Em Tijucas, está em andamento um dos reflexos que também apareceu em outras cidades onde Jorginho se aproximou de prefeitos. Lá, o PL é oposição na Câmara de Vereadores. São três parlamentares da sigla. Com isso, todos ficam em uma situação delicada ao decidir entre abraçar o projeto que Jorginho abraçou ou se manter nas convicções iniciais.

Lá, deu crise
Já em Joinville, um vereador do PL decidiu se revoltar. Cleiton Profeta se mantém como opositor a Adriano Silva (NOVO), mesmo diante da aproximação do governador com o prefeito da maior cidade do Estado. Segundo ele, o presidente local da sigla, o deputado estadual Maurício Peixer, abriu um processo disciplinar contra o próprio parlamentar. A alegação de Profeta é que o seu papel de oposição a Adriano teria motivado a apuração interna.

Mais vereadores
No final de 2025, a Câmara de Vereadores de Itajaí aprovou o aumento do número de parlamentares de 17 para 21. A medida segue o Censo de 2022, que deu margem para a criação de mais cadeiras conforme a população local. A mudança é válida para a eleição de 2028, com efeitos a partir de 2029.

Aliás
Florianópolis também já tem margem para subir de 23 para 25 vereadores, conforme o Censo. No entanto, a Câmara da Capital, apesar de pressões internas em 2023, não quis mexer no assunto.

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Diminuiu
São José, na Grande Florianópolis, havia se aproximado de ser a quarta cidade catarinense com possibilidade de segundo turno em eleições municipais. A cidade chegou a ter 192.724 eleitores em abril de 2025. No fechamento do ano, porém, o município ficou com 187.473 eleitores, mais distante dos 200 mil necessários para que a cidade tenha segundo turno.