Bom dia! Está servido o Café com Ânderson desta quinta-feira, 28 de maio de 2026. Leia abaixo:
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Maior rejeição
Dos 22 votos contrários à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que alterou a escala trabalhista de 6×1 para 5×2, 10 foram de deputados federais de Santa Catarina. Proporcionalmente e em números absolutos, foi o Estado que mais se posicionou contra as mudanças, o que já ganhou repercussão nacional desde o fim da votação, na noite desta quarta-feira (27).
Motivos
Alguns fatores foram importantes para colocar SC nessa posição. O primeiro deles é o fato de a maior parte da bancada catarinense ser formada por parlamentares do PL. Além disso, entre os liberais catarinenses estão alguns dos nomes mais representativos da oposição ao governo federal. Apesar do apelo popular pela aprovação do projeto, os deputados preferiram manter-se como oposicionistas e seguir seus próprios discursos políticos, mesmo faltando pouco mais de quatro meses para a eleição.
Motivos (2)
Também pesou a pressão do setor produtivo catarinense. Entidades civis organizadas trataram reiteradamente do assunto nos últimos meses para criticar a redução da escala trabalhista. A relevância das federações e associações no contexto catarinense foi um fator fundamental para que a maior parte dos parlamentares se posicionasse contra a proposta, mesmo diante do apelo popular em torno do projeto.
Eleição
Ao mesmo tempo em que o apelo popular influenciou parte dos parlamentares que votaram favoravelmente, o cenário eleitoral catarinense também foi um fator importante para os que votaram de forma contrária. Em um contexto no qual a maioria da população é de oposição ao governo federal, a maior parte dos deputados preferiu manter-se dentro do mesmo “barco” político, com receio de impactos eleitorais.
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Ausentes
Geovânia de Sá (Republicanos) e Valdir Cobalchini (MDB) foram os únicos que não votaram. Os dois foram considerados ausentes pelo sistema da Câmara dos Deputados. A deputada estava em agenda em SC durante a quarta-feira (28) e não participou da votação, enquanto Cobalchini foi visto no aeroporto de Brasília retornando a Florianópolis durante a noite, quando a Câmara estava em sessão.
O único
Dos sete parlamentares do PL, somente Ismael dos Santos, que recentemente deixou o PSD, votou a favor do projeto. Zé Trovão foi contrário no primeiro turno e, depois, não votou no segundo turno.
Prefeita
A partir desta quinta-feira, 28 de maio, a vice-prefeita de Florianópolis, Maryanne Mattos, assume o comando da prefeitura da Capital em virtude das férias do prefeito Topázio Neto. A transmissão do cargo foi assinada na terça-feira. Durante esse período, que vai até 3 de junho, Maryanne deverá assegurar o andamento do cronograma de ações da gestão e a regularidade dos serviços essenciais na cidade, de acordo com a prefeitura.
Whats
O catarinense João Paulo Borges, jornalista e estrategista em comunicação política e digital, será um dos palestrantes do 5º Encontro Nacional de Comunicação do Judiciário, que ocorre em Belém nesta semana. O encontro reúne assessores de comunicação e profissionais de diferentes realidades regionais do sistema de Justiça, entre eles equipes de TJs, STJ, TST e TSE, além de jornalistas, publicitários e comunicadores.
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Salas especializadas
O deputado estadual Carlos Humberto (PL) propôs ao governador Jorginho Mello (PL) que a Secretaria de Educação implante salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE) na rede pública estadual. A iniciativa visa fortalecer a educação inclusiva, descentralizando o suporte pedagógico e facilitando o acesso de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, deficiências intelectuais e síndromes. Atualmente, muitas escolas dependem de estruturas centralizadas, o que sobrecarrega famílias e equipes escolares. Com a proposta, cada unidade de ensino poderia contar com seu próprio espaço de apoio, otimizando o desenvolvimento dos alunos e auxiliando os professores.

