As recentes operações “Pão e Circo” e “Gaiola Digital”, deflagradas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), revelaram sobre uma engrenagem de corrupção sistêmica que parece se repetir em diferentes municípios de Santa Catarina. O avanço das investigações do Ministério Público catarinense (MP-SC) revela que, por trás de contratos de áreas distintas, esconde-se um padrão de atuação idêntico, indicando que o desvio de conduta na gestão pública local muitas vezes segue um “modus operandi”.

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No centro disso, está uma aliança corrupta entre o poder público e um representante privado. Conforme apontam os indícios colhidos pelo Gaeco, o esquema se consolidava a partir de uma combinação direta entre agentes públicos, políticos e empresários. A dinâmica seria feita através de troca de vantagens indevidas e do pagamento de propina a servidores e lideranças políticas. Assim, as empresas envolvidas garantiam a “vitória” nas licitações.

Veja fotos da operação Pão e Circo

Para viabilizar o ganho dos contratos, os grupos atuariam nas elaborações dos editais de licitação. As investigações mostrram que os editais seriam direcionadas. A inclusão de cláusulas restritivas e exigências técnicas específicas servia para blindar a concorrência e carimbar antecipadamente o nome da vencedora.

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O desenrolar das operações “Pão e Circo” e “Gaiola Digital” mostra que o desafio do Gaeco em Santa Catarina vai além de punir desvios isolados, tratando-se de desarticular um modelo de negócios criminoso enraizado na administração pública. Algo que existe respostas dos gestores investigados e acompanhamento da população.