O PSD em Santa Catarina atravessa um momento turbulento. Após uma semana de crise interna marcada pelo conflito entre o pré-candidato do partido ao governo do Estado, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, e o ex-governador Jorge Bornhausen, novos episódios agitaram ainda mais o ambiente. Nesta terça-feira, Bornhausen anunciou que apoiará o também ex-governador Raimundo Colombo como pré-candidato ao governo em 2026, preterindo Rodrigues. Em uma mensagem enviada aos membros da Executiva do partido, ele reafirmou a intenção e os planos.
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Colombo, por sua vez, publicou nas redes sociais uma mensagem de tom conciliador: “João Rodrigues é o candidato do PSD ao Governo de SC. Aposto na união e no entendimento. Agradeci ao Dr. Jorge Bornhausen pela deferência. Fico honrado com o seu gesto. Esse grande brasileiro é uma das pessoas mais importantes da minha vida”.
Nos bastidores, o texto gerou duas interpretações: a teoria predominante é de que Colombo rechaçou a hipótese de enfrentar Rodrigues; uma minoria, contudo, entende que ele deixou a porta aberta para a indicação de Bornhausen, que deve ser oficializada em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (18).
Procurada, a assessoria do ex-governador Raimundo Colombo disse que ele não se manifestará para além da postagem em redes sociais antes dos desdobramentos no PSD.
Repercussão da possível expulsão de Topázio
Outro tema que mobiliza os pessedistas é o anúncio feito pelo presidente estadual da sigla, Eron Giordani, na última sexta-feira (13), sobre a abertura de um processo de expulsão contra o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto. A saída de Topázio foi a condição imposta por João Rodrigues para permanecer na disputa sucessória.
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Embora Bornhausen apoie Topázio, o prefeito da capital estava inclinado a pedir licença do PSD. Nas últimas horas, porém, essa decisão foi suspensa diante da pressão exercida por João Rodrigues pela sua expulsão imediata. Até o momento, Topázio não se manifestou oficialmente.
A Executiva estadual do PSD reúne-se também nesta quarta-feira para debater o caso de Topázio. Com o recente movimento de Bornhausen, a definição de quem será o nome do partido ao governo em 2026 ganha urgência.
Em entrevista a uma rádio de Chapecó na segunda-feira (16), João Rodrigues afirmou que retiraria sua pré-candidatura caso Bornhausen apresentasse outro nome, promessa que ainda não se confirmou. Na prática, segue mantida a renúncia de Rodrigues à prefeitura no próximo sábado, movimento necessário para torná-lo apto à disputa eleitoral.

